terça-feira, 20 de janeiro de 2009

De volta à lista dos mais vendidos







No artigo que escrevi para a Folha de S. Paulo na semana passada, além das críticas severas que fiz à minissérie Maysa: Quando fala o coração, fiz questão de ressalvar o grande mérito da atração global, que foi o de colocar Maysa de novo na pauta do dia. Resultado: muita gente que viu Maysa na tevê quis conhecê-la com mais profundidade. Assim, a biografia Maysa: Só numa multidão de amores retornou às listas dos mais vendidos, onde já estivera à época do lançamento do livro.

Artigo sobre a minissérie, na Folha

Abaixo, a íntegra do artigo publicado nesta quarta-feira, 14 de janeiro, pela Folha:



Minissérie global simplifica e distorce biografia de Maysa

Principal vítima das inconsistências do programa, que acaba sexta, é a própria cantora

LIRA NETO
ESPECIAL PARA A FOLHA

Ao assistir aos capítulos de "Maysa - Quando Fala o Coração", logo me veio à lembrança o dia em que um jornalista quis saber a opinião da escritora Rachel de Queiroz a respeito da adaptação de seu romance "Memorial de Maria Moura" para a televisão, à época também levada ao ar na forma de minissérie. Rachel, com irresistível senso de humor, sapecou: "Até estou gostando; eles lá na Globo é que não gostaram muito de meu livro, pois trataram de mudar tudo na história". Do mesmo modo, no caso da minissérie sobre Maysa assinada por Manoel Carlos e dirigida por Jayme Monjardim, os roteiristas parecem não ter gostado muito da verdadeira história da cantora de olhos felinos e alma atormentada.

É compreensível que na transposição de qualquer história para as telas seja permitido -e necessário- o recurso a algumas licenças poéticas, como o acréscimo de diálogos imaginários e situações fictícias. É preciso, claro, amarrar o roteiro e conferir fluência à narrativa. O problema é quando esse tipo de artifício legítimo, no caso de personagens reais, sobrepõe-se à história verdadeira, oferecendo ao telespectador uma visão distorcida dos acontecimentos, uma contrafação da biografia dos protagonistas.

Baniram Nara Leão

O personagem de Ronaldo Bôscoli, por exemplo, é apresentado na série como um conquistador abobalhado e, por vezes, patético. Bôscoli, cafajeste assumido, devorador de mulheres, jamais teve pudores de levar Maysa para a cama pelo fato de ser comprometido com outra moça, como nos quiseram fazer crer os roteiristas da minissérie. A propósito, não se sabe por qual motivo eles perderam a oportunidade de dizer que, em vez da simples atriz de teatro amador que aparece no roteiro, a então noiva de Bôscoli atendia pelo nome de Nara Leão. Ela mesma, a musa da bossa nova, que foi banida da história.

Em um dos capítulos apresentados na semana passada, Bôscoli tenta convencer Maysa de que gravar um disco bossanovista seria algo importantíssimo para Tom e Vinicius. Como se desde seu segundo disco de dez polegadas, de 1957, ela já não gravasse sistematicamente canções da dupla.

Por vezes, há a tentativa de idealizar certos personagens e amenizar as asperezas da vida real. Como quando se coloca André Matarazzo sentado candidamente na plateia da cerimônia de entrega de um prêmio concedido a ex-mulher. Ele não estava lá.

Nas cenas da histórica temporada de Maysa em Buenos Aires ao lado de Bôscoli, Roberto Menescal e o célebre Tamba Trio, ela surge cantando bolerões rasgados. Uma pena. A minissérie sonegou assim ao telespectador a informação de que, justamente naquela viagem, Maysa se tornou a primeira cantora brasileira a cantar um repertório de bossa nova fora do Brasil.

Angústia virou capricho

Assim, a principal vítima das inconsistências e simplificações da minissérie é mesmo a própria Maysa. Todas as suas perplexidades, seus tormentos e suas angústias foram reduzidos a meros caprichos e desvarios de uma moça mimada. A complexidade de sua personalidade intensa e autodestrutiva, os abismos existenciais de sua alma, tudo isso foi transfigurado em queixumes e rompantes de uma rebelde sem causa, traumatizada pela separação do marido.
O esmero da produção, a exuberância dos cenários, a perfeição dos figurinos, a assombrosa semelhança da atriz Larissa Maciel com a diva estão arrebatando o público e arrancando suspiros até mesmo de parcela da crítica especializada.

Resultado: Maysa está de novo na pauta do dia. Isso é ótimo para sua memória e faz justiça a seu talento. Mas, se os telespectadores estão encantados com a Maysa da televisão, o que diriam se conhecessem a verdadeira Maysa, em carne, osso e amargura. Humana, demasiadamente humana.

LIRA NETO é autor de "Maysa: Só numa Multidão de Amores" (editora Globo, 2007)

Maysa na Jovem Pan



Para ouvir o áudio de uma entrevista concedida por mim à Rádio Jovem Pan, de São Paulo, clique aqui.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Maysa em dose dupla



De olho na minissérie que estréia dia 5 de janeiro, a rede de livrarias Saraiva está fazendo uma promoção especial para os fãs de Maysa, anunciando a biografia Maysa: Só numa multidão de amores junto à fotobiografia da cantora, que acaba de sair pela editora Globo. Acesse aqui e confira o item 4 da animação no centro da tela.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Chamada da minissérie

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Quem lê



Diário de São Paulo, 18/8/2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008


Larissa Maciel encarna Maysa

Deu hoje, no Estadão:

Maysa inspira showSete cantoras revivem repertório da diva

CRISTINA PADIGLIONE

Programada para ir ao ar entre 5 e 17 de janeiro, na Globo, a minissérie Maysa inspira a produção de um show em tributo à cantora. A direção do espetáculo é de Maysa Monjardim, sobrinha da homenageada, de quem tem não só o nome, mas também traços físicos muito semelhantes. O show estréia em 22 de janeiro, aniversário de 32 anos da morte da cantora.

Serão três apresentações no Vivo Rio e três em São Paulo, no HSBC. Em negociação com grandes nomes, Maysa planeja entregar o repertório da tia a sete cantoras, amparadas pela maestria de duas grifes de big band: Berna Ceppas, da Orquestra Imperial, e Guga Stroeter, líder da big band de música latina Heartbreakers, que assina a direção musical do espetáculo Reviver Maysa.

A SÉRIE

Maysa será levada à tela em nove capítulos, por Manoel Carlos. A direção é do filho da cantora, Jayme Monjardim, alguém sempre disposto a submeter rostos pouco conhecidos aos holofotes. Assim foi com Cristiana Oliveira e Ingra Liberato (Pantanal) e Camila Morgado (A Casa das Sete Mulheres).

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O livro que virou disco


Trilha sonora da biografia Maysa: Só numa multidão de amores.
O CD chega às livrarias agora em junho. Lançamento da EMI.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Maysa, em versão rock

sábado, 21 de julho de 2007

Biografia de Maysa é o livro
mais vendido da Editora Globo

Segundo o site da Globo Livros, a biografia Maysa: Só numa multidão de amores é, atualmente, o mais vendido entre todos os títulos da editora (clique na imagem abaixo para ampliar):

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Quem lê Maysa


Revista Cult, julho de 2007

Maysa, no programa do Jô


Para assistir à entrevista sobre o livro Maysa: Só numa multidão de amores, clique aqui.

Maysa, no Correio Braziliense



"O texto é envolvente, o tom é condizente com a grandeza de Maysa e, apesar da 400 páginas do livro, quando menos se vê já se chegou ao fim. De fato, um trabalho bem-acabado".

Correio Braziliense, 14 de julho de 2007

terça-feira, 10 de julho de 2007

Maysa, na Entrelivros






Maysa, na Aventuras na História


Olhos de gata

CLÁUDIA DE CASTRO LIMA

Ela abandonou um casamento com o neto do homem que, no começo do século 20, era o mais rico do Brasil. E fez isso por amor à música. Em Maysa: Só numa multidão de amores (Globo), o jornalista Lira Neto, colaborador de História, relata a vida da cantora que, de rainha da fossa, transformou-se em pioneira da bossa. O livro mostra ainda a relação de Maysa com a imprensa, que explorava seus problemas com a bebida e as tentativas de suicídio.

Aventuras na História, julho de 2007

Maysa, na Revista da História

LORENZO AIDÈ

Nunca houve uma mulher como Maysa. Transgressora, linda, depressiva, escandalosa, transparente, apaixonada. Sobretudo, uma cantora única. Com esta minuciosa pesquisa de Lira Neto, o Brasil ganha uma biografia à altura do mito. A partir de diários íntimos, mais de 100 mil recortes de jornais e 200 entrevistas, o autor conjuga a história de uma vida e o retrato de uma época. (...) Um acidente de carro em 1977 calou avoz e apagou os olhos verdes. O livro eterniza sua memória.

Revista da História, julho de 2007

sábado, 30 de junho de 2007

Viva Maysa!

Maysa: Só numa multidão de amores está, pela quarta semana, no ranking dos mais vendidos de todo o país segundo a revista Veja, mantendo a oitava posição na categoria de não-ficção. Na lista da Folha de S. Paulo, o livro está em nono lugar, emplacando cinco semanas consecutivas. E no Jornal do Brasil a biografia de Maysa, na oitava posição, aparece pela sexta semana seguida.














sexta-feira, 29 de junho de 2007

Entrevista para o International Magazine



Nunca houve uma mulher como Maysa

MOISÉS SANTANA

Maysa está de volta à cena em biografias e discos tributos. Trinta anos após sua morte, a cantora e compositora que desafinou do coro dos contentes de seu tempo é relembrada por sua voz, suas composições e, principalmente, por sua personalidade. O livro Maysa: Só numa multidão de amores, do jornalista Lira Neto, é um dos responsáveis pelo retorno dessa mulher/mito que teve seus imensos olhos verdes descritos pelo poeta Manoel Bandeira como "dois oceanos não pacíficos".

Que tipo de música você escuta?
Sou um ouvinte inveterado de música brasileira. Meu pai e minha mãe, lá em Fortaleza, ouviam muita música em casa, no rádio, e cresci com as vozes da velha guarda - Orlando Silva, Francisco Alves e Nelson Gonçalves, especialmente - embalando meu berço. Mais tarde, por conta própria, ampliei este horizonte ao mergulhar na bossa-nova e no tropicalismo. Nos primeiros tempos de faculdade, fui apresentado, por colegas mais velhos, ao blues e ao jazz. Desde então, caí de amores, entre outros, por Alberta Hunter, Billie Holiday e Chet Baker. Hoje ouço pouco rádio. Meu ouvido não é penico.

O que mexe com um biógrafo para que ele vá tão fundo na vida de alguém?
Gosto de dizer que sou, essencialmente, um contador de histórias. Um repórter fascinado por histórias de vida. Isso é o que me move como jornalista. Acho que por isso optei pelo gênero biografia. Este é um trabalho que consiste em mergulhar, às vezes por anos a fio, na existência de outra pessoa. Como um arqueólogo, é preciso remover cada camada de pó e de esquecimento que reveste a vida de um indivíduo. Por isso, as melhores biografias serão sempre aquelas que retratam a vida de seres incomuns, de almas radicais, daqueles que ousaram sair da comodidade de uma vida segura e saltaram, sem rede, no escuro.

Quando surgiu esse interesse por Maysa?
Sempre flertei com a vida de Maysa. Nela, estão todos os ingredientes que interessam a qualquer biógrafo: amores extremados, um talento enorme, uma trajetória profissional singular, uma alma atormentada. Quando um amigo jornalista, Fernando Morais, apresentou-me ao filho de Maysa, o cineasta e diretor de tevê Jayme Monjardim, o que era apenas um desejo se transformou em projeto. Jayme foi de uma generosidade extrema. Abriu-me todos os baús de Maysa. Diários, cartas, poemas, letras inéditas.

Maysa foi compreendida em seu tempo?
Hoje, trinta anos depois da morte de Maysa, pouca gente sabe que ela fez um sucesso estrondoso no final dos anos 50 e começo dos anos 60. Para se ter uma idéia, basta dizer que, em 1958, por exemplo, de primeiro de janeiro a 31 de janeiro, não houve um único dia em que Maysa não fosse notícia na imprensa paulistana ou carioca. Eram delas os maiores cachês pagos no país. Tinha programas de televisão em São Paulo e no Rio de Janeiro. Contudo, ao lado de tudo isso, teve a vida devassada pela imprensa sensacionalista. Era uma mulher à frente de seu tempo e, por isso, sofreu com os preconceitos de toda uma época. No Brasil dos anos 50 não podia se admitir que uma mulher se separasse de um marido milionário - como ela fez - para se dedicar à carreira então "moralmente duvidosa" de cantora de rádio. Muito antes de as mulheres queimarem sutiãs em praça pública, muito antes de existir a palavra feminismo, já existia uma mulher chamada Maysa.

Qual a maior dificuldade que encontrou nesse processo?
O acesso aos baús de Maysa - que guardava cada linha publicada sobre ela, inclusive as notas mais maldosas e cabeludas - significou uma grande economia de tempo na fase de garimpo na imprensa da época, trabalho necessário em qualquer biografia que se preze. Mas, por outro lado, o volume enorme de material acabou se tornando um problema, na hora de selecionar o que ia entrar ou não no livro. Cataloguei cerca de 100 mil documentos, tirados diretamente do baú de Maysa. Depois disso, veio a fase de entrevistas - cerca de 200 conversas com gente que conviveu com ela. Era muita informação reunida. Poderia ter escrito um livro com um número de páginas até cinco vezes maior. Mas isso, logicamente, tornaria a vida do leitor uma pedreira. O mais difícil - e, ao mesmo tempo, o mais prazeroso - foi selecionar, editar, escolher. Nenhuma vida cabe em um único livro. principalmente se estamos falando de Maysa.

Existe espaço para uma personalidade como a dela na cena brasileira?
Nesta era em que vivemos a ditadura do bom-mocismo e do politicamente correto, faz falta toda a irreverência e todo o potencial transgressivo de uma pessoa como Maysa. Mas sabe-se lá o destino que estaria reservado a ela no mundo de hoje, no qual a padronização prevaleceu sobre o talento e o comodismo suplantou a ousadia. Atualmente, a própria rebeldia virou produto de butique e se tornou marca registrada da mesmice.

Musicalmente, qual foi a maior qualidade de Maysa?
Costuma-se, com flagrante reducionismo, rotular Maysa de "rainha da fossa". Ela foi bem mais do que isso. Maysa significou uma ponte decisiva entre a música da chamada Velha Guarda e o sopro renovador que arejou o país no final dos anos 50, comecinho dos 60. Foi uma das primeiras cantoras consagradas, por exemplo, a gravar um disco inteirinho de Bossa Nova. A primeira gravação da canção "O Barquinho", um marco da Bossa, é de Maysa. Essa mulher tinha uma capacidade invejável de detectar e valorizar o novo. Outro exemplo, eloqüente: ninguém sabia quem era Egberto Gismonti quando Maysa gravou músicas dele e o chamou para fazer os arranjos de seu disco de 1969. "Rainha da fossa" é conversa pra boi dormir.

Você tem planos de biografar outros músicos?
Estou com novos projetos em vista. Mas, pelo menos por enquanto, não os revelo nem sob tortura.

Você acompanhou o caso da biografia de Roberto Carlos?
A decisão de retirar milhares de exemplares de um livro das prateleiras de uma livraria ou de uma editora para transformá-los em papel picado - ou em cinzas - me dá calafrios. Se Roberto Carlos houvesse se sentido ofendido com alguma inverdade publicada por seu biógrafo, tinha todo o direito de processá-lo. Mas não foi esse o caso. Alegou "invasão de privacidade". Só que ele é uma pessoa pública e, como tal, sua biografia também é. Ela pertence ao povo brasileiro. Numa frase: o rei, definitivamente, perdeu a majestade.

Maysa, no Correio da Bahia


Para sempre Maysa

HAGAMENON BRITO

A biografia escrita por Lira Neto, 44, é um livro-reportagem vibrante e à altura do talento de Maysa e conta com o aval do diretor de cinema e televisão Jayme Monjardim, que entregou todos os diários íntimos da sua mãe ao jornalista. O trabalho de pesquisa incluiu ainda cerca de 200 entrevistas com parentes, amigos, ex-namorados, ex-maridos, produtores e músicos que conviveram com a compositora.

O apoio da família de Maysa, porém, não transformou o livro numa biografia com restrições. Nada é escondido: a mulher de personalidade nobre e mesquinha ao mesmo tempo, as tentativas de suicídio, as crises de alcoolismo, as brigas com deus e o mundo, etc. Nesse sentido, a atitude de Jayme Monjardim deveria servir de lição para Roberto Carlos, que conseguiu a proibição judicial de uma obra que só o enaltece.

Correio da Bahia, 24 de junho de 2007

Maysa, em O Povo (CE)



Para entender Maysa

AMANDA QUEIRÓS

Em um bate-papo no Centro Cultural Banco do Nordeste, o jornalista e escritor cearense Lira Neto remonta a trajetória da cantora Maysa, personagem de seu mais novo livro

Lá para o meio de 2004, o jornalista e escritor cearense Lira Neto foi surpreendido por um telefonema do diretor de novelas Jayme Monjardim. "Você pode me pegar no aeroporto? Tenho algo para você", disse o artista. Das mãos dele, Lira recebeu um verdadeiro baú de tesouros. Em uma caixa estavam documentos coletados pela mãe de Monjardim, a cantora Maysa (1936-1977), imortalizada por interpretar como ninguém a fossa amorosa em canções como "Meu Mundo Caiu". Eram 30 quilos de recortes de jornal e revista, anotações, letras de músicas e o principal: os diários íntimos mantidos pela artista dos 15 anos até a morte. Bem que se diga, o sonho de qualquer biógrafo.

Com isso, Lira Neto ganhou os ingredientes para um bolo saborosíssimo. Coube a ele sacar a receita e ir atrás dos temperos que faltavam. Dois anos, 100 mil documentos e 200 entrevistas depois, o escritor tirou do forno a sua mais recente criação: Maysa - Só numa multidão de amores (R$ 32, Ed. Globo) foi lançado em abril e já ocupa a lista dos dez livros mais vendidos do País.

O Povo, 19 de junho de 2007
Para ler a matéria completa, clique aqui.

Maysa, no Diário do Nordeste



Aqueles olhos verdes

HENRIQUE NUNES

Ela era o cão. Não, uma deusa. Bonita, charmosa, uma doida que trocara a vida de madame pela trajetória artística. Uma morena de uns endoidecedores olhos verdes que até tentava, e muito, mas não deixava o “birinight” por nada. E não é que o diabo da mulher cantava na mesma proporção com que ganhava ou perdia os seus litros? A trajetória de Maysa, narrada pelo jornalista e escritor cearense Lira Neto, percorre um verdadeiro mito da música.

Mergulhar na vida de Maysa foi mais denso do que nas de Rodolfo Teófilo, José de Alencar e Castello Branco? Por que você escolheu essas personagens?

Cada biografado, assim como cada ser humano, tem sua complexidade própria. Há pelo menos uma coisa em comum entre Rodolfo, Castello, Alencar e Maysa: todos foram indivíduos contraditórios, ambíguos, polêmicos. Escolho meus personagens entre aqueles que não tiveram existências em linha reta. Só as almas radicais me encantam e me seduzem.

Sua identificação com a literatura e a política já são conhecidas, mas, e a música? Foi um desafio maior envolver-se com esse universo? Há uma fase que mais lhe atrai na obra dela?

Sempre fui um ouvinte viciado em MPB. Mais cedo ou mais tarde, bateria na porta da música. Para mim, foi um prazer mergulhar na trajetória de Maysa e no universo musical brasileiro das décadas de 50, 60 e 70. Maysa viveu várias fases. Em todas elas, deixou sua marca. Ela fez uma ponte entre a Era do Rádio e o sopro renovador que marcou o cenário artístico brasileiro dos anos 60. Cantava com alma, com o coração, com as vísceras.

Com autorização direta do filho de Maysa, Jayme Monjardim, você teve acesso até ao esboço de autobiografia dela, entre milhares de documentos. Quais foram as maiores dificuldades em lidar com tanto material? No que as suas experiências anteriores no gênero contribuíram mais para esse processo?

O maior problema, desta vez, foi exatamente a grande quantidade de material. Com cerca de 100 mil documentos à minha disposição, vindos diretamente dos “baús” de Maysa, o processo de seleção teve que ser ainda mais rigoroso. A cada livro, a gente ganha mais experiência e mais domínio sobre o ofício. Mas invadir os desvãos da alma de um novo biografado é sempre uma aventura única, singular.

Diário do Nordeste, 19 de junho de 2007

Para ler a matéria completa, clique aqui.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

"O inimigo do rei" concorre também
ao Prêmio Portugal Telecom 2007


O livro O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar está entre os classificados do prestigiado Prêmio Portugal Telecom 2007, que escolherá as três melhores obras em língua portuguesa publicadas em 2006.

Nesta primeira fase do júri, 240 críticos literários e professores universitários selecionaram os primeiros 51 classificados. Em 27 de agosto, novo júri escolherá os 10 finalistas. Destes, sairão os três grandes vencedores. A premiação é de R$ 100 mil reais para o primeiro colocado, R$ 35 mil para o segundo e R$ 15 mil para o terceiro.

O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar concorre com pesos-pesados como Dalton Trevisan, Ignácio de Loyola Brandão, José Saramago, João Ubaldo Ribeiro e Moacyr Scliar, entre outras feras.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

"O inimigo do rei" está entre
os finalistas do Prêmio Jabuti



Estava em uma mesa de bar, rodeado de amigos, após o bate-papo no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza, quando veio a notícia pelo celular: meu livro O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar, estava entre os finalistas do Jabuti, a mais importante premiação literária do país.

Em 2005, outro trabalho escrito por mim, Castello: a marcha para a ditadura, também entrou na lista dos finalistas do Jabuti, o que para qualquer autor já constitui uma honra e uma vitória.

Desta vez, a disputa é novamente bem acirrada. A biografia de Alencar está competindo com livros escritos por gente como Fernando Henrique Cardoso (A arte da política), Evaldo Cabral de Melo (Nassau) e minha conterrânea Isabel Lustosa (D. Pedro I). Confira a relação completa clicando aqui.

Na primeira fase do júri, O inimigo do rei ficou em segundo lugar. O resultado final sai em agosto.

Livro continua entre
os mais vendidos no país

A biografia Maysa: Só numa multidão de amores emplaca a terceira semana na lista dos mais vendidos da revista Veja. O livro, que antes aparecia em décimo lugar, subiu duas posições e agora está em oitavo.



No ranking da Folha de S. Paulo, o livro está na quarta semana consecutiva, também em oitavo lugar:


Enquanto isso, no Jornal do Brasil, a biografia de Maysa já aparece há cinco semanas, agora em quinto lugar:





E segundo o jornal A Tarde, de Salvador, a biografia de Maysa é o sétimo livro mais vendido na Bahia, na categoria não-ficção:


domingo, 17 de junho de 2007

Bate-papo sobre biografia
de Maysa em Fortaleza



Nesta terça-feira, dia 19 de junho, terei o prazer de estar em minha cidade natal, Fortaleza, para bater-papo e ser sabatinado por dois craques em música: o jornalista Roberto Maciel, do Diário do Nordeste, e o professor Dilmar Miranda, da Universidade Federal do Ceará.

Será mais uma edição do programa Literato, evento televisionado e aberto ao público, realizado pelo Centro Cultural do Banco do Nordeste. O Literato sempre leva à cidade escritores nordestinos ou autores de obras ligadas a temas de interesse da região.

É a segunda vez que participo do programa. A primeira foi no ano passado, quando falei de O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar. Será, espero, uma oportunidade de rever um monte de grandes e velhos amigos que deixei na cidade.

É a partir das 19 horas. As possíveis ausências, vou logo avisando, não serão perdoadas. Depois o bate-papo continua, regado a muita cerveja e na base de muito baião-de-dois, em algum boteco da capital alencarina.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Show em homenagem a Maysa



A noite promete. Nesta sexta-feira, 15 de junho, o Memorial da América Latina, em São Paulo, recebe, às 21 horas, um time de grandes intérpretes da música popular brasileira para um show em homenagem a Maysa. Será o lançamento do CD Maysa: Esta chama que não vai passar, gravado pela Biscoito Fino, com produção de meu amigo Thiago Marques Luiz.

Estão confirmadas as presenças de Cauby Peixoto, Claudette Soares, Zeca Baleiro, Cláudya, Carlos Navas, Célia e Olívia Hime, artistas que, entre tantos outros, emprestaram suas vozes para o CD em tributo a Maysa. A atriz Clarisse Abujamra fará uma participação especial no espetáculo, com poemas e trechos dos diários pessoais da cantora.

Eu também estarei por lá, autografando exemplares da biografia Maysa: Só numa multidão de amores. Quem mora em São Paulo, anote logo na agenda.

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SERVIÇO

Show Maysa: Esta chama que não vai passar. Lançamento do CD homônimo. Sexta-feira, dia 15 de Junho, 21h, no Memorial da América Latina (auditório Simon Bolívar). Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, São Paulo (SP). Fone: 3823-4600. Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia). Duração: 1h30 – Censura Livre – Estacionamento s/manobrista: R$ 12,00

Noite de autógrafos em Vitória


Maysa e Bôscoli em Vitória, nos anos 60

O jornalista e professor Victor Gentilli, paulista radicado no Espírito Santo, foi quem começou a tramar tudo. Ângela Monjardim, parente de Maysa, gostou da idéia e entrou na roda. Pois esses dois convocaram um grupo de amigos capixabas - Eliane Gonzaga, Marcos Ribeiro de Moraes, Rosane Serafini e Tarcisio Faustini - e todos, generosamente, tocaram o barco.

Assim é que nesta quinta-feira, 14 de junho, terei o prazer de fazer uma noite de autógrafos de Maysa: Só numa multidão de amores em Vitória, cidade que está indissoluvelmente ligada à vida da biografada.

O evento, aberto ao público e com direito a comes e bebes, está marcado para as 21 horas, na Aliança Francesa, localizada na rua Alaor de Queiroz Araújo, 200, na Enseada do Suá.

Durante a fase de pesquisa e entrevistas para o livro, estive na bela e simpática Vitória, de onde trouxe muitas informações e um punhado de novos amigos. Entre eles, José Roberto Santos Neves (autor de um ótimo perfil biográfico de Maysa), Jayme Figueira, Sérgio Sarkis e Cariê Lindenberg. Espero reencontrar todos por lá, na noite de autógrafos. Então brindaremos a Maysa. Depois, segundo me prometeu o Victor, iremos comer a tradicional moqueca capixaba, preparada pelo chef Geraldo, no seu acolhedor restaurante do Jardim da Penha.

Já estou com água na boca.

PS: O garçom da foto lá de cima, que não consegui identificar, está convidado para a esbórnia. Quem souber quem é ele, favor tratar de avisá-lo. Ele merece. Imagino o trabalho que teve com aquela dupla do barulho que aparece ao lado dele.

Morre Carlos Alberto


Carlos Alberto e Maysa, em Maricá, nos anos 70

A imprensa noticiou, no último final de semana, a morte do ator Carlos Alberto, com quem Maysa viveu no início dos anos 70. Segundo o jornal O Globo, o fato ocorreu há cerca de um mês. Contudo, em seus últimos momentos, o ator havia pedido para que não se fizesse alarde sobre o assunto e, por isso, a notícia chegou ao público com atraso. Recluso em sua casa já havia algum tempo, longe dos holofotes da mídia, ele sofria de câncer e faleceu aos 81 anos.

Carlos Alberto foi um dos últimos entrevistados para a biografia Maysa: Só numa multidão de amores. Durante meses, tentei localizá-lo. Contudo, mesmo os antigos amigos pouco ou nada sabiam de seu paradeiro. Acabei descobrindo-o no Rio de Janeiro e fiz contato telefônico várias vezes. Em todas elas, ele pedia desculpas, mas alegava que seu delicado estado de saúde o impedia de conceder a entrevista para o livro.

Por fim, quando eu já estava terminando o trabalho, dei um último telefonema, já quase sem esperanças de conseguir seu depoimento. Para minha felicidade e surpresa, ele finalmente aceitou conversar comigo. Abriu-me o coração e falou, com saudades e carinho, sobre seu relacionamento com Maysa.

Não sei se chegou a ler o livro. Espero que sim. Mas é bem provável que não, pois, quando o volume ficou pronto, a doença que o vitimou já se encontrava em estágio avançado. De qualquer modo, fica aqui o agradecimento público a Carlos Alberto. Algumas das páginas da biografia Maysa: Só numa multidão de amores só puderam ser escritas graças à sua generosa colaboração.

Maysa, em dois tempos

O amigo Thiago Mello, além de um grande pesquisador de música brasileira, é um apaixonado por Maysa. Do seu acervo de preciosidades, ele nos oferece abaixo dois vídeos marcantes da cantora, em diferentes momentos de sua carreira.

Primeiro, o fragmento de uma apresentação que ela fez, em 1960, na televisão japonesa, episódio que é descrito nas páginas 138 e 139 da biografia Maysa: Só numa multidão de amores.

O segundo é o trecho de um especial da TV Bandeirantes, de 1974. Nele, Maysa, em Maricá, responde a uma pergunta feita por Mister Eco, sobre se o amor estaria fora de moda. Em seguida, canta "Chuvas de Verão", de Fernando Lobo.

Arrepie-se.



sábado, 9 de junho de 2007

Biografia segue na lista
dos mais vendidos

A biografia Maysa: Só numa multidão de amores aparece, pela segunda semana consecutiva, na lista dos mais vendidos da revista Veja. Na relação da Folha de S. Paulo, o livro também emplaca a segunda semana, subindo de oitavo para o sétimo lugar. Na lista do Jornal do Brasil, o livro já está na terceira semana e, desta vez, subiu do quinto para o terceiro lugar.









Maysa, no jornal Hoje em Dia (MG)





Um retrato emocionado e sincero da vida da cantora Maysa (1936-1977). Assim pode ser definido o livro Só numa multidão de amores, escrito pelo jornalista e pesquisador Lira Neto, publicado pela editora Globo.

Hoje em Dia, 8 de junho de 2007

Globo planeja minissérie sobre Maysa


No programa do Amaury Jr. do último dia 2 de junho, o filho de Maysa, Jayme Monjardim, falou do projeto da minissérie sobre a cantora na TV Globo.

Para assistir, clique aqui (no vídeo, vá direto no ponto 33:20 minutos).

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Feliz aniversário, Maysa



Hoje, quarta-feira, 6 de junho, é dia de aniversário de Maysa. Se estivesse viva, a cantora completaria 71 anos.

Para marcar a data, um post especial neste blog. Abaixo, a faixa de abertura do quase lendário álbum norte-americano de Maysa, Songs before dawn, de 1961, gravado pela Columbia dos Estados Unidos.

A música é "You better go now", de Irvin Graham e S. Bickley Reichner, canção que já contou com interpretações antológicas de Billie Holiday e Chet Baker.

Ouça e arrepie-se.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Maysa, na Folha Online




Biografia de Maysa entra na lista de livros mais vendidos no Brasil

Em meio à polêmica nacional em torno de biografias - autorizadas ou não-autorizadas -, um livro se destaca na lista de mais vendidos no Brasil. Maysa - Só Numa Multidão de Amores (ed. Globo) chega nesta semana ao ranking de não-ficção, no oitavo lugar.

O autor, Lira Neto, teve acesso aos diários da cantora, cuja morte completou 30 anos em janeiro. Ele mergulhou em seu arquivo particular, que lhe foi aberto pelo filho de Maysa, o diretor de cinema e televisão Jayme Monjardim.


Neto fez 200 entrevistas com pessoas que conviveram direta ou indiretamente com a cantora, desde colegas e professoras de escola a ex-namorados, músicos, cantores, compositores, empresários, amigos e parentes.


Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Maysa, na Cult


O que estou lendo

"Estou lendo Só numa multidão de amores, biografia de Maysa escrita pelo Lira Neto. Um livro que eu gostaria de ter escrito. O autor o cunhou com maestria, com o amor e com o detalhismo com que eu faria, sem resvalar para a pieguice ou para o sensacionalismo. E é muito bom a gente ver uma pesquisa bem-feita neste país de farsantes. Trata-se de uma pesquisa séria, um texto agradável e um perfil muito bem-feito. Lira fala com precisão da mulher à frente de seu tempo que Maysa foi, com todos os seus excessos e excentricidades, bem como de sua fragilidade afetivo-existencial, a da intérprete extraordinária em suas mais variadas facetas musicais. Tudo está lá, detalhado, elegantemente bem tratado, e ainda por cima com uma discografia detalhada ao final. Um livro imperdível."

Rodrigo Faour, pesquisador musical e autor do livro História sexual da MPB.

Revista CULT, junho de 2007

Maysa, na capa da Revista O Globo



No último domingo, a revista dominical do jornal O Globo trouxe uma matéria especial sobre os 40 anos do Canecão, tradicional casa de shows do Rio de Janeiro. Na foto da capa da revista, aparece Maysa. A escolha não foi à toa.

Maysa foi a primeira grande cantora a subir no palco do Canecão, quebrando o tabu de que artistas consagrados não podiam cantar em uma cervejaria, a preços populares.

O show de Maysa, em 1969, logo depois de ela retornar da Europa, marca não só sua volta definitiva ao Brasil, mas uma nova fase de sua carreira - o que aliás ficou registrado no disco Canecão apresenta Maysa, um de seus melhores trabalhos.

Ela havia partido do país gorda, com quase 100 quilos, e voltava esguia e linda. "Ela está parecendo Jane Fonda em Barbarella", comparou, à época, o jornalista Ney Machado.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Raridade:
Maysa canta "Chega de saudade"

Em 1963, Maysa gravou um compacto duplo na França, pela gravadora Barclay. Em uma das faixas, incluiu um clássico da Bossa Nova, "Chega de saudade", de Vinicius de Moraes e Tom Jobim. O disco nunca foi lançado no Brasil. Clique abaixo e ouça esta raridade do repertório de Maysa. (Cortesia de Sérgio Ximenes)

Maysa, no Diário do Nordeste





Uma boca e dois oceanos não-pacíficos

A partir de uma linguagem precisa, marcada por frases curtas, em períodos também curtos, o autor traça o perfil de uma das mais populares cantoras do Brasil que, principalmente nos anos 1960, reinou sozinha como uma de nossas vozes mais estonteantes.

CARLOS AUGUSTO VIANA

Utilizando a técnica do corte, através da qual alterna os episódios no tempo, num fluxo e refluxo, Lira Neto reconstrói a figura de uma mulher que encantou uma época e, ironicamente, sofreu desencantos e desencontros. O grande mérito do autor é o de nos pôr diante de uma mulher de carne e osso. Pelas linhas do livro, palmilha uma mulher viva, nem boa, nem má, tão-somente contraditória. Um ser absolutamente passional, para quem amor e loucura se entrelaçavam. Devorara garrafas de bebida, escrevia um quase sempre doloroso diário, alternava momentos de reclusão e boêmia, tédio e euforia, como se abrigasse em si o espírito romântico. O subtítulo do livro resume, de modo incisivo, o percurso de Maysa: "Só numa multidão de amores". Num mundo tão fascinado pelo novo, reencontrar o passado, pois toda uma época foi reconstruída, é, sobretudo, um alimento.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.



Ouça entrevista sobre a biografia Maysa: Só numa multidão de amores no programa Biblioteca Sonora, apresentado pelo diretor da Rádio USP, Marcello Bittencourt. O programa vai ao ar nesta segunda-feira, ao meio-dia, mas pode ser ouvido, a qualquer momento, no site da emissora. Para ouvir clique aqui.

sábado, 2 de junho de 2007

Maysa, na lista dos mais vendidos
da Veja, Folha e JB


A biografia Maysa: Só numa multidão de amores entrou na lista dos mais vendidos da Veja e da Folha de S. Paulo, na categoria não-ficção:








Enquanto isso, o livro subiu de oitavo para quinto lugar na lista do Jornal do Brasil:



Maysa, no O Globo




Os muitos amores, a música, a depressão e os 30 anos da morte da cantora são retratados em novos livros

JOÃO MÁXIMO

Maysa acaba de se tornar a mulher mais biografada em livro de toda a história da música popular brasileira (depois, é claro, de Carmen Miranda). Primeiro, foi o perfil traçado em 2004 por José Roberto Santos Neves: Maysa (coleção "Grandes nomes do Espírito Santo", Contexto Editora). Agora, são dois volumes mais ambiciosos, lançados por ocasião dos 30 anos de sua morte: Meu mundo caiu — A bossa e a fossa de Maysa, de Eduardo Logullo (Editora Novo Século) e Maysa — Só numa multidão de amores, de Lira Neto (Editora Globo).

Esta grande personagem — tão grande quanto a cantora e bem maior que a compositora — está presente nos três livros. De forma singela, no de Santos Neves (resenhado pelo autor destas linhas no GLOBO de 21 de novembro de 2005). Apaixonada, no de Logullo. E realista, no de Lira Neto. A escolha do leitor fica por conta de até onde vai sua curiosidade por Maysa e de que modo prefere satisfazer essa curiosidade.

Se em linhas gerais, sem maiores aprofundamentos, vale o primeiro livro. Se o leitor aceita a romantização da história, melhor é o segundo. Mas, se quer mesmo saber quem foi Maysa, sua vida, sua música, seu tempo, o mundo em que viveu, tudo isso numa narrativa jornalística (os três autores, aliás, são jornalistas), deve ir direto ao terceiro.

É verdade que Lira Neto dispôs de trunfos valiosos a que os outros autores não tiveram acesso, o maior dos quais ter recebido de Jayme Monjardim, filho único de Maysa, um baú contendo preciosa memorabilia (segundo diz, mais de cem mil recortes de jornais e revistas, fotos raras e o diário íntimo que ela manteve dos 16 anos até a morte). Mas de nada adiantaria esse tesouro se o autor não soubesse administrá-lo e, mais que isso, enriquecê-lo com entrevistas, depoimentos, pesquisa. Como também de pouco adiantaria se Lira Neto não contasse sua história com a clareza que o jornalismo exige.

O Globo, 2 de junho de 2007.

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Maysa, no JT



Mulher de histórias que não acabam mais

O jornalista Lira Neto mergulhou em histórias da cantora que eternizou inúmeros sucessos. O resultado é 'Maysa - Só numa multidão de amores'

LUDMILA AZEVEDO

“Com o material que eu tive à disposição, poderia ter redigido uma biografia de mais de duas mil páginas”, explica o jornalista Lira Neto, autor de Maysa - Só numa multidão de amores, com 400 páginas, que também traz uma série de fotografias de momentos da vida da mais polêmica diva brasileira.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Flagrantes dos lançamentos
no Rio e em São Paulo


RJ: Lira Neto, Guto Graça Mello, Sylvia Massari e Beth Carvalho


SP: Zuza Homem de Mello e Lira Neto


SP: Lira Neto e Claudette Soares


RJ: Rodrigo Faour, Lira Neto, Beth Carvalho e Tibério Gaspar


SP: Com o maestro Júlio Medaglia


SP: DJ Zé Pedro, jornalista Marcus Preto e a editora de moda
da Quem, Denise Dahdah


SP: Adriana Negreiros (Playboy) e o editor
da Ilustrada (Folha Online) Sérgio Ripardo



RJ: Lira Neto e Guto Graça Mello


SP: Com Dora Monjardim, cunhada de Maysa


SP: Com o produtor João Carlos Botezelli, o "Pelão"


SP: Laurentino Gomes, autor de 1808


SP: Tom Hennigan, correspondente do The Times, de Londres


SP: Lira Neto e Milton Faria


RJ: Aloísio T. de Carvalho, que em 1958 dirigiu Maysa
no filme
O batedor de carteiras


SP: Sergei Cobra Arbex e deputada Zulaiê Cobra


SP: Com Newton Branda, fundador da
comunidade "Maysa", no Orkut



Com a colônia potiguar em Sampa

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Maysa, no Diário do Grande ABC



CÁSSIO GOMES NEVES

Lira Neto é detalhista. Busca equilíbrio entre a vida privada e a pública de Maysa. Só numa Multidão de Amores faz jus à Maysa entre quatro paredes e à Maysa cujo fã-clube, bastante populoso, incluía Elis Regina – que se confessava sua maior fã – e o astronauta Neil Armstrong. O primeiro homem a pisar na Lua, ao comparecer a um show no Canecão (Rio) lhe endereçara uma mensagem com um pedido: “Aceite, por favor, minha grande admiração”.

Diário do Grande ABC, 28 de maio de 2007.
Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Maysa, na Marie Claire



Em janeiro fez 30 anos que Maysa morreu num acidente de carro. O livro de Lira Neto serve como uma delicada homenagem.

(Revista Marie Claire, junho de 2007)

terça-feira, 29 de maio de 2007

Lançamento no Rio


segunda-feira, 28 de maio de 2007

Lançamento em São Paulo



Aguardem, em breve, aqui, as fotos da noite de autógrafos em São Paulo. Muita gente bacana, muitos amigos, muitos amigos de Maysa.

Maysa, nos mais vendidos do JB


A biografia Maysa: Só numa multidão de amores está em sétimo lugar na lista dos mais vendidos do Jornal do Brasil, na categoria não-ficção. E pela quarta semana, o livro aparece na lista dos mais vendidos da Livraria Cultura (clique aqui).

domingo, 27 de maio de 2007

Maysa, no jornal Opção (GO)


EULER DE FRANÇA BELÉM

Depois de Francisco de Assis Barbosa, o grande biógrafo de Lima Barreto, surgiram dois biógrafos não-acadêmicos muito bons, Fernando Morais, autor de Olga (Olga Benario) e Chatô (Assis Chateaubriand), e Ruy Castro, autor de O Anjo Pornográfico (Nelson Rodrigues) e Carmen (Carmen Miranda). Agora, surge outro biógrafo notável, Lira Neto, que estudou a vida do militar Castello Branco, do escritor José de Alencar e da cantora Maysa.

Maysa — Só Numa Multidão de Amores (Editora Globo, 393 páginas) é um estudo rigoroso da vida da cantora e, também, de sua época. Sobretudo, é um texto escrito com extrema leveza e prazer a respeito de um ser humano luminoso e, ao mesmo tempo, sombrio. O título sintetiza com mestria a vida afetiva de Maysa. Um dos méritos do livro é que Lira Neto, ao apresentar os problemas de Maysa (junção de Maria com Luysa), como o alcoolismo, além dos vários namorados, não o faz para diminuí-la, ou, mesmo, firmá-la como revolucionária, embora diga, com justiça, que era uma “mulher incomum”.

Como é vista como “deusa da fossa”, poucos se dão conta que Maysa foi uma das primeiras cantoras a gravar os compositores da Bossa Nova (ou Fossa Nova). O livro faz o registro detalhado da modernidade de Maysa, de como a cantora era sintonizada com as mudanças musicais, sem perder contato com tradição, fazendo o novo dialogar com o velho, e, ao mesmo tempo, em termos de comportamento, estava sempre um passo adiante de seu tempo.

Jornal Opção, Goiânia, 27 de maio de 2007

sábado, 26 de maio de 2007

Lançamento no Rio de Janeiro


O jornalista Lira Neto lança o elogiado Maysa – Só numa Multidão de Amores (Editora Globo, 400 páginas, R$ 32,00), livro que devassa a vida atribulada e a carreira brilhante da cantora Maysa Figueira Monjardim Matarazzo (1936-1977). Lira Neto reconstitui os 40 anos de Maysa com base em cerca de 200 entrevistas, arquivos familiares e nos diários pessoais da cantora. Livraria da Travessa Leblon (600 lugares). Avenida Afrânio de Melo Franco, 290, 2º piso (Shopping Leblon), 3138-9600. Terça (29), 20h. Estac. (R$ 4,00 por duas horas).

Importante é saber o limite da privacidade



Biógrafos tarimbados condenaram a atitude de Roberto Carlos e também a da editora Planeta em não levar o caso adiante. “Se possível, a questão deveria chegar até o Tribunal de Haia”, ironiza Fernando Morais, oito biografias no currículo e prestes a terminar mais uma, já intitulada O Mago, sobre o escritor Paulo Coelho e que deverá ser lançada no segundo semestre. “Acho ruim fazer acordo logo no início de um processo, pois, à medida que o caso vai subindo de instância, mais independente espera-se que seja o encarregado de julgar.”

(...)

A necessidade de se conseguir autorização do biografado ou seu representante também não agrada aos escritores. “Sou contra biografias autorizadas, porque elas exigem que o autor submeta o original ao biografado ou à família deste para que seus advogados dêem palpites”, comenta Ruy Castro. “No meu caso, que só trabalho com biografados já falecidos, procuro manter uma relação de confiança e colaboração com as famílias, mas sem nenhum compromisso. O que sairá no livro será de responsabilidade minha. Eventualmente pode dar zebra, como no caso do Garrincha, ainda mais se a família do biografado se deixa enredar por advogados mal-intencionados.”

Lira Neto tem uma posição semelhante. “As histórias que sejam relevantes para a compreensão da trajetória e da personalidade do biografado têm de, necessariamente, entrar numa boa biografia”, observa ele, autor de Maysa - Só Numa Multidão de Amores (Globo), que será lançada na segunda-feira, às 19 horas, na Livraria da Vila da Alameda Lorena. “Cabe ao biógrafo saber distinguir isso da bisbilhotice gratuita e, em especial, do boato ou da calúnia.”

Em caso de informações com diversas versões, o ideal é publicar todas, ensina Morais que, na biografia de Paulo Coelho, vai contar cenas de drogas, sexo, bruxaria. “Estou há um ano no processo de escrita, pois se trata de uma vida complicada, mas acertei com Paulo de ele não ler os originais e confiar em mim.”

(O Estado de S. Paulo, 26 de maio de 2007)

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Moda Maysa



Era apenas uma camisetinha básica, com a estampa da capa do livro Maysa: Só numa multidão de amores. Mandei fazer meia dúzia delas, para eu próprio bancar o outdoor ambulante por aí. Mas era aniversário da jornalista Cláudia Albuquerque, minha amiga de longas datas e dona de um dos melhores textos que já li na vida. Em um encontro para matar a saudade, entornamos alguns hectolitros de cerveja na boa e velha Mercearia São Pedro, na paulistana Vila Madalena. Claudinha saiu de lá direto para o aeroporto. Na bagagem, levava uma das tais camisetas de presente. Hoje, do Ceará, me mandou a foto acima. Customizou Maysa. E agora desfila por lá, sob o sol de Fortaleza, levando a moça no peito.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Segunda reimpressão da biografia
chega às livrarias



A Editora Globo acaba de colocar nas livrarias mais uma reimpressão da biografia Maysa: Só numa multidão de amores. A primeira tiragem, de 5 mil exemplares, esgotou em menos de uma semana após a chegada às lojas. Há cerca de três semanas, foi providenciada uma primeira reimpressão, que também já foi completamente distribuída. Agora, a segunda reimpressão - ou seja, a terceira tiragem do livro - desembarca no mercado.

Maysa, na revista da MTV



"Biografia da rainha brasileira da dor-de-cotovelo e da boemia. O livro é rico em detalhes e foi feito com pesquisas em arquivos familiares, entrevistas com amigos, ex-namorados, ex-maridos, músicos e acesso ao diário da cantora."

Revista da MTV (maio de 2007)

Maysa, na revista Minha Novela



"Maysa - Só numa multidão de Amores, de Lira Neto, refaz a trajetória da intérprete de músicas como "Meu mundo caiu" e "Ouça". As tentativas de suicídio, a fama, a união com André Matarazzo... Está tudo lá para quem quer saber detalhes da mãe do diretor Jayme Monjardim."

Carta à redação da revista Quem




terça-feira, 22 de maio de 2007

Você viu Maysa por aí?


Notícias chegadas a este blog informam que Maysa tem sido vista circulando por aí, na internet. Na foto acima, diretamente de Recife, a blogueira Cyntia Maria encarna a cantora em seu diário virtual intitulado A tardinha cai... Na imagem da esquerda, flagrante de uma festa a fantasia realizada semana passada em Sampa. Nesse caso, a foto foi tirada por um amigo jornalista, mas o modelo prefere permanecer incógnito. "Sou low profile, discreto, odeio exposição", diz o rapaz.


segunda-feira, 21 de maio de 2007

Maysa, por Mauro Ferreira

Lira Neto capta e retrata a gangorra emocional da biografada. E ter o aval dos herdeiros de Maysa, com acesso irrestrito aos diários da artista, não deixou o livro com caráter chapa-branca. Ao contrário. Maysa é retratada com intensidade isenta nas páginas da biografia. Sem julgamentos. Sem tentativas de maquiar o temperamento tão sensível quanto sombrio da artista. Se sofreu, e muito, Maysa também fez sofrer.

O acesso aos escritos mais íntimos da biografada dá conseqüente atestado de veracidade aos fatos revividos. Neto escreve sob os estados d'alma de Maysa com a autoridade de quem não precisou recorrer somente a terceiros. É a própria Maysa que, volta e meia, toma conta da envolvente narrativa na primeira pessoa através da reprodução de trechos de seus diários e de uma autobiografia que nunca saiu do papel.

(Do blog Notas Musicais, do crítico Mauro Ferreira)

Quem lê Maysa


"Para vestir o intelecto, o estilista Ronaldo Fraga carrega atualmente o livro Maysa, de Lira Neto, biografia da cantora e compositora Maysa Figueira Monjardim Matarazzo."

(Jornal O Pioneiro, Caxias do Sul, 14/05/07)

domingo, 20 de maio de 2007

Maysa, em O Tempo (MG)



Fãs são brindados com biografia de Maysa

DOUGLAS RESENDE

Trinta anos depois de sua morte, a "rainha da fossa" tem sua história contada pelo escritor Lira Neto, que revela os altos e baixos da carreira e da vida da cantora em Maysa: Só numa Multidão de Amores. A biografia foi feita com o aval do filho único de Maysa, o diretor global Jayme Monjardim, que percebe a vida da mãe como um patrimônio cultural e, portanto, público.
Ao contrário do que pensa o juiz Thércio Pires, que censurou o livro Roberto Carlos em Detalhes, fruto de 15 anos de pesquisa do escritor Paulo César Araújo.


Como deve ser com toda biografia, Lira Neto realizou, durante mais de um ano, uma exaustiva pesquisa acerca da trajetória de Maysa, servindo-se de fontes variadas: cerca de 100 mil recortes de jornais e revistas, em várias línguas, entrevistas com amigos e parentes e o mais importante: as notas pessoais que a estrela cultivou durante toda a vida em seus diários.


Jornal O Tempo (MG), 19 de maio de 2007

sábado, 19 de maio de 2007

Maysa, na Folha



Biografia conta a vida de Maysa
em detalhes e sem censura

LUIZ FERNANDO VIANNA

Se Paulo Cesar Araújo fez uma biografia não-autorizada de Roberto Carlos com estilo de fã - e ainda assim foi censurado -, Lira Neto teve acesso aos diários de Maysa e fez uma biografia que não se acanha em detalhar os podres e porres da cantora -e ainda assim não sofreu nenhuma restrição. Amigos dela e pessoas mais sensíveis podem até ficar incomodados com os relatos do livro, mas o trabalho de Neto, amparado em cerca de 200 entrevistas e inúmeras fontes de pesquisa, não só é brilhante do ponto de vista jornalístico, como é fiel à personagem. Maysa se expunha completamente em canções e entrevistas, botava o coração e a cama na rua. Como fazer uma biografia recatada de alguém assim, que viveu apenas 40 anos, entre 1936 e 1977, mas que fez tudo intensa e exageradamente? Roberto Carlos quer o recato porque não se orgulha de quando andava a 300 km/h.

(...)

Avaliação: Ótimo.
Folha de S. Paulo, 19 de maio de 2007
Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Maysa, no Estado de Minas


Biografia de Maysa revela a história de uma artista à frente de seu tempo

Trabalho de Lira Neto, ao respeitar a verdade de uma vida ousada, é homenagem ao espírito livre da cantora

ÂNGELA FARIA

A família de Maysa dá uma lição ao "rei". Enquanto o ídolo da Jovem Guarda impede a venda da biografia não-autorizada Roberto Carlos em detalhes, mandando o livro de Paulo César de Araújo para a fogueira – com o aval da Justiça e a condescendência da Editora Planeta –, os Monjardim honram a memória da polêmica cantora e compositora, dona dos olhos mais bonitos da MPB. Escrito pelo jornalista Lira Neto, Maysa – Só numa multidão de amores (Editora Globo) não esconde nada. Estão lá o sucesso, a mulher à frente de seu tempo (quando ninguém falava em feminismo), porres, pontapés do marido espanhol, vexames, tentativas de suicídio, infidelidades e a sucessão de casos amorosos.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Maysa, na "Quem"








A revista Quem (Editora Globo) desta semana chega às bancas com uma matéria de cinco páginas, assinada pelo jornalista Valmir Motarelli, com muitas fotos, sobre a biografia Maysa: Só numa multidões de amores. Confira um trecho:

A revista Escândalo de agosto de 1958 dizia: "Maysa está seguindo um caminho que fatalmente a conduzirá à ruína e à degradação moral: a bebida". A cantora tinha virado um prato cheio para a imprensa. "Ela teve a vida devassada como nenhum outro artista. Foi notícia por um ano inteiro, de 1o de janeiro a 31 de dezembro de 1958. Todo dia, saía algo sobre ela nos jornais", conta Lira Neto. Questionada sobre como teria começado a perseguição da mídia, ela disse: "Acho que foi no primeiro pileque. Não convidei todos eles para tomar pileque junto comigo."

A íntegra da matéria, no site da publicação, é aberto apenas para internautas cadastrados no portal Globo.com. Se você é um deles, clique aqui.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Maysa, no Diário de Pernambuco



Um furacão chamado Maysa

Biografia da cantora que fez a festa da imprensa marrom entre os anos 50 e 60 lança luz tanto sobre sua vida conturbada quanto sobre a construção de um mito

CAROLINA LEÃO

Com uma pesquisa minuciosa na imprensa da época, Lira Neto trouxe não somente a personalidade de Maysa, como a possibilidade de o leitor verificar o processo de construção de um mito, seja pelo seu próprio carisma seja pelo interesse da mídia em fabricar semi-deuses populares. No caso de Maysa, a rainha da fossa, as duas opções se aplicam.

(Diário de Pernambuco, 4 de maio de 2007)

domingo, 13 de maio de 2007

Maysa, no Jornal de Brasília


O canto da cigarra

Trinta anos depois de sua morte, Maysa ainda é referência e ganha biografia especial

CHICO NETO

Uma respeitável biografia.

Para ler a matéria inteira, clique aqui.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Maysa, no Valor Econômico



Lira Neto conta a vida da excêntrica, talentosa e sedutora Maysa

LUIZA MENDES FURIA

Só Numa Multidão de Amores, escrito com tanta riqueza de detalhes, incluindo aqueles sobre a MPB na época, bem poderia ser a base de um roteiro de cinema. Quem se habilita?

(Valor Econômico, 4 de maio de 2007)

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Maysa, na CBN-Recife


A biografia Maysa: Só numa multidão de amores foi tema de comentário da jornalista Sandra Bittencourt, no programa Revista Eletrônica, da rádio CBN-Recife. Confira o arquivo de áudio clicando aqui.

Maysa, na coluna "Gente Boa"


Tudo em paz

JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS

Não há risco de a biografia do jornalista Lira Neto sobre Maysa, Só numa multidão de amores, virar novo caso judicial ao estilo Roberto Carlos. Jayme Monjardim, filho da cantora, de início impressionado com as revelações da biografia, enviou ao autor um e-mail se dizendo feliz com a repercussão do livro. Os dois assinaram um contrato que passa para Monjardim todos os direitos de adaptação para cinema e televisão.

O Globo, 9 de maio de 2007

Maysa, na Flash




30 anos sem Maysa

Chega às livrarias a biografia da cantora, famosa pelo gênio forte e o repertório de canções sobre romances mal resolvidos

AMILTON PINHEIRO

Maysa: Só numa multidão de amores, a biografia da cantora escrita pelo jornalista e escritor Lira Neto e lançada recentemente pela editora Globo, define com precisão a personalidade da cantora que viveu sob o signo da ruptura e, como poucas de sua geração, conseguiu comungar vida e arte.

Revista Flash, 9 de maio de 2007

terça-feira, 8 de maio de 2007

Maysa, no Jornal do Commercio




O escritor Lira Neto lança Maysa – só numa multidão de amores, até agora a biografia mais completa de uma mulher que saiu de um casamento milionário para quebrar dogmas de uma geração

JOSÉ TELES

Maysa - só numa multidão de amores, do jornalista cearense Lira Neto, conta, com um texto elegante, sem apelar para o sensacionalismo, a vida da cantora mais badalada do País entre meados dos anos 50 e 60.

Jornal do Commercio, 6 de maio de 2007

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Maysa, na "Playboy"



"Com acesso ao inédito diário pessoal da artista, o jornalista Lira Neto traça uma sincera biografia de uma das mais complexas personalidades da música brasileira"

Playboy, edição de março de 2007

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Maysa, a exagerada


PAULO ROBERTO PIRES

O mundo de Maysa cai, e feio, várias vezes ao longo das 394 páginas de Maysa - Só numa multidão de amores. Lira Neto, seu dedicado biógrafo, não a ajuda a levantar: entre a admiração que é motor de qualquer biógrafo e a necessidade de ser fiel a seu personagem sem enaltecê-lo, ele opta pela segunda. É um livro que se lê tão avidamente quanto ela viveu seus 41 anos, com todas as idas e vindas, sucessos retumbantes e fracassos históricos.

Lira Neto pesquisou nos diários que a cantora manteve desde a adolescência e leu até um esboço de autobiografia jamais concluído ou publicado. Não trocou, como já se viu acontecer, o acesso privilegiado aos escritos íntimos por uma imagem edulcorada e parcial em pagamento à família. Maysa é genial, injusta, sensível, agressiva, abandonada, briguenta - às vezes tudo isso ao mesmo tempo.

Para ler a resenha na íntegra, clique aqui.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Em entrevista, Ruy Castro elogia biografia



Pergunta - Você tomou conhecimento da biografia da cantora Maysa, escrita pelo jornalista e escritor Lira Neto?

Ruy Castro - Sim, e gostei tanto que escrevi a orelha do livro. Maysa foi uma imensa cantora e grande personagem da vida brasileira. Até seus defeitos a tornaram fascinante.

Trecho de entrevista com Ruy Castro na revista Foco - Economia e Negócios, edição de abril.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Maysa, na revista VIP


Todos que já viram seu mundo cair numa lancinante dor-de-cotovelo se identificam com Maysa, rainha da música de fossa. O autor retrata a cantora depois de fazer mais de 200 entrevistas e, principalmente, ter acesso ao diário íntimo dela. Morta num acidente de carro na ponte Rio-Niterói em 1977, Maysa é dessas personagens que têm a vida entrelaçada com sua obra.

Revista VIP, edição de maio.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Maysa, no Jornal do Brasil



Biografia de Maysa, escrita pelo jornalista Lira Neto, revela uma mulher demais

ALVARO COSTA E SILVA

Maysa: Só numa multidão de amores descreve, em detalhes e com texto enxuto, uma espantosa trajetória de destruições e reconstruções.

Jornal do Brasil, 7 de abril de 2007. Caderno "Idéias".

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Entrevista na Eldorado AM




Nesta terça-feira, 24 de abril, falo sobre Maysa e sobre os bastidores da biografia Só numa multidão de amores na Rádio Eldorado AM, 700 KHZ, no programa Panorama Eldorado, com apresentação de Leandro Andrade. No ar, a partir das 10 horas da manhã.

O programa pode ser ouvido, ao vivo, pela internet, no site da Eldorado. Clique aqui.

Biografia de Maysa está entre
os mais vendidos na Livraria Cultura

Uma boa notícia: apesar de só ter chegado às lojas na sexta-feira, a biografia Maysa: Só numa multidão de amores já entrou na lista dos mais vendidos na rede de livrarias Cultura.

O livro ficou em nono lugar entre os títulos de não-ficção vendidos pela rede durante toda a semana passada.

Para ver a lista dos mais vendidos da Cultura, clique aqui.

"Maysa era um furacão"



Após dois anos de pesquisa e mais de duzentas entrevistas, o escritor Lira Neto lança a biografia Maysa: Só numa multidão de amores.

FERNANDO OLIVEIRA

Além das biografias de José de Alencar e Castello Branco, Lira Neto escolheu um personagem controverso para seu novo livro: Maysa. Ele recebeu do diretor Jayme Monjardim, filho da cantora, mais de 100 mil documentos e levou dois anos para escrever o delicado e minucioso Maysa: Só numa multidão de amores".

Entrevista na Cultura FM


Nesta segunda-feira, 23 de abril, às 18 horas, falo sobre Maysa e sobre a biografia Só numa multidão de amores no programa "Estação Cultura", apresentado pela jornalista Gioconda Bordon, na rádio Cultura FM 103,3, de São Paulo.

sábado, 21 de abril de 2007

"Veja" recomenda




"Maysa Figueira Monjardim Matarazzo (1936-1977) foi uma das maiores intérpretes da MPB. Uma de suas especialidades era o repertório de canções sobre romances mal resolvidos e separações – o que lhe valeu o apelido de 'rainha da fossa'. Nessa biografia, o jornalista Lira Neto mostra que muitas das histórias tristes cantadas por Maysa eram baseadas em suas próprias experiências. Tal qual uma Billie Holiday, ela sabia transportar a tristeza da vida real para o palco. Canções como Ouça e Meu Mundo Caiu são um belo exemplo disso. Só numa Multidão de Amores passa longe do estilo chapa-branca das biografias autorizadas: descreve ainda os problemas de Maysa com a bebida – relatados no diário da cantora – e reafirma sua importância no cenário da música brasileira."