terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Artigo sobre a minissérie, na Folha
Abaixo, a íntegra do artigo publicado nesta quarta-feira, 14 de janeiro, pela Folha:
Minissérie global simplifica e distorce biografia de Maysa
Principal vítima das inconsistências do programa, que acaba sexta, é a própria cantora
LIRA NETO
ESPECIAL PARA A FOLHA
Ao assistir aos capítulos de "Maysa - Quando Fala o Coração", logo me veio à lembrança o dia em que um jornalista quis saber a opinião da escritora Rachel de Queiroz a respeito da adaptação de seu romance "Memorial de Maria Moura" para a televisão, à época também levada ao ar na forma de minissérie. Rachel, com irresistível senso de humor, sapecou: "Até estou gostando; eles lá na Globo é que não gostaram muito de meu livro, pois trataram de mudar tudo na história". Do mesmo modo, no caso da minissérie sobre Maysa assinada por Manoel Carlos e dirigida por Jayme Monjardim, os roteiristas parecem não ter gostado muito da verdadeira história da cantora de olhos felinos e alma atormentada.
É compreensível que na transposição de qualquer história para as telas seja permitido -e necessário- o recurso a algumas licenças poéticas, como o acréscimo de diálogos imaginários e situações fictícias. É preciso, claro, amarrar o roteiro e conferir fluência à narrativa. O problema é quando esse tipo de artifício legítimo, no caso de personagens reais, sobrepõe-se à história verdadeira, oferecendo ao telespectador uma visão distorcida dos acontecimentos, uma contrafação da biografia dos protagonistas.
Baniram Nara Leão
O personagem de Ronaldo Bôscoli, por exemplo, é apresentado na série como um conquistador abobalhado e, por vezes, patético. Bôscoli, cafajeste assumido, devorador de mulheres, jamais teve pudores de levar Maysa para a cama pelo fato de ser comprometido com outra moça, como nos quiseram fazer crer os roteiristas da minissérie. A propósito, não se sabe por qual motivo eles perderam a oportunidade de dizer que, em vez da simples atriz de teatro amador que aparece no roteiro, a então noiva de Bôscoli atendia pelo nome de Nara Leão. Ela mesma, a musa da bossa nova, que foi banida da história.
Em um dos capítulos apresentados na semana passada, Bôscoli tenta convencer Maysa de que gravar um disco bossanovista seria algo importantíssimo para Tom e Vinicius. Como se desde seu segundo disco de dez polegadas, de 1957, ela já não gravasse sistematicamente canções da dupla.
Por vezes, há a tentativa de idealizar certos personagens e amenizar as asperezas da vida real. Como quando se coloca André Matarazzo sentado candidamente na plateia da cerimônia de entrega de um prêmio concedido a ex-mulher. Ele não estava lá.
Nas cenas da histórica temporada de Maysa em Buenos Aires ao lado de Bôscoli, Roberto Menescal e o célebre Tamba Trio, ela surge cantando bolerões rasgados. Uma pena. A minissérie sonegou assim ao telespectador a informação de que, justamente naquela viagem, Maysa se tornou a primeira cantora brasileira a cantar um repertório de bossa nova fora do Brasil.
Angústia virou capricho
Assim, a principal vítima das inconsistências e simplificações da minissérie é mesmo a própria Maysa. Todas as suas perplexidades, seus tormentos e suas angústias foram reduzidos a meros caprichos e desvarios de uma moça mimada. A complexidade de sua personalidade intensa e autodestrutiva, os abismos existenciais de sua alma, tudo isso foi transfigurado em queixumes e rompantes de uma rebelde sem causa, traumatizada pela separação do marido.
O esmero da produção, a exuberância dos cenários, a perfeição dos figurinos, a assombrosa semelhança da atriz Larissa Maciel com a diva estão arrebatando o público e arrancando suspiros até mesmo de parcela da crítica especializada.
Resultado: Maysa está de novo na pauta do dia. Isso é ótimo para sua memória e faz justiça a seu talento. Mas, se os telespectadores estão encantados com a Maysa da televisão, o que diriam se conhecessem a verdadeira Maysa, em carne, osso e amargura. Humana, demasiadamente humana.
LIRA NETO é autor de "Maysa: Só numa Multidão de Amores" (editora Globo, 2007)
Maysa na Jovem Pan
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Maysa em dose dupla

De olho na minissérie que estréia dia 5 de janeiro, a rede de livrarias Saraiva está fazendo uma promoção especial para os fãs de Maysa, anunciando a biografia Maysa: Só numa multidão de amores junto à fotobiografia da cantora, que acaba de sair pela editora Globo. Acesse aqui e confira o item 4 da animação no centro da tela.
sábado, 13 de dezembro de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Programada para ir ao ar entre 5 e 17 de janeiro, na Globo, a minissérie Maysa inspira a produção de um show em tributo à cantora. A direção do espetáculo é de Maysa Monjardim, sobrinha da homenageada, de quem tem não só o nome, mas também traços físicos muito semelhantes. O show estréia em 22 de janeiro, aniversário de 32 anos da morte da cantora.
A SÉRIE
Maysa será levada à tela em nove capítulos, por Manoel Carlos. A direção é do filho da cantora, Jayme Monjardim, alguém sempre disposto a submeter rostos pouco conhecidos aos holofotes. Assim foi com Cristiana Oliveira e Ingra Liberato (Pantanal) e Camila Morgado (A Casa das Sete Mulheres).
quarta-feira, 4 de junho de 2008
O livro que virou disco
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
sábado, 21 de julho de 2007
Biografia de Maysa é o livro
mais vendido da Editora Globo
Segundo o site da Globo Livros, a biografia Maysa: Só numa multidão de amores é, atualmente, o mais vendido entre todos os títulos da editora (clique na imagem abaixo para ampliar):
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quinta-feira, 19 de julho de 2007
Maysa, no programa do Jô
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Maysa, no Correio Braziliense
"O texto é envolvente, o tom é condizente com a grandeza de Maysa e, apesar da 400 páginas do livro, quando menos se vê já se chegou ao fim. De fato, um trabalho bem-acabado".
Correio Braziliense, 14 de julho de 2007
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terça-feira, 10 de julho de 2007
Maysa, na Aventuras na História
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Maysa, na Revista da História
LORENZO AIDÈ
Nunca houve uma mulher como Maysa. Transgressora, linda, depressiva, escandalosa, transparente, apaixonada. Sobretudo, uma cantora única. Com esta minuciosa pesquisa de Lira Neto, o Brasil ganha uma biografia à altura do mito. A partir de diários íntimos, mais de 100 mil recortes de jornais e 200 entrevistas, o autor conjuga a história de uma vida e o retrato de uma época. (...) Um acidente de carro em 1977 calou avoz e apagou os olhos verdes. O livro eterniza sua memória.
Revista da História, julho de 2007
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sábado, 30 de junho de 2007
Viva Maysa!
Maysa: Só numa multidão de amores está, pela quarta semana, no ranking dos mais vendidos de todo o país segundo a revista Veja, mantendo a oitava posição na categoria de não-ficção. Na lista da Folha de S. Paulo, o livro está em nono lugar, emplacando cinco semanas consecutivas. E no Jornal do Brasil a biografia de Maysa, na oitava posição, aparece pela sexta semana seguida.
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sexta-feira, 29 de junho de 2007
Entrevista para o International Magazine
Sou um ouvinte inveterado de música brasileira. Meu pai e minha mãe, lá em Fortaleza, ouviam muita música em casa, no rádio, e cresci com as vozes da velha guarda - Orlando Silva, Francisco Alves e Nelson Gonçalves, especialmente - embalando meu berço. Mais tarde, por conta própria, ampliei este horizonte ao mergulhar na bossa-nova e no tropicalismo. Nos primeiros tempos de faculdade, fui apresentado, por colegas mais velhos, ao blues e ao jazz. Desde então, caí de amores, entre outros, por Alberta Hunter, Billie Holiday e Chet Baker. Hoje ouço pouco rádio. Meu ouvido não é penico.
O que mexe com um biógrafo para que ele vá tão fundo na vida de alguém?
Gosto de dizer que sou, essencialmente, um contador de histórias. Um repórter fascinado por histórias de vida. Isso é o que me move como jornalista. Acho que por isso optei pelo gênero biografia. Este é um trabalho que consiste em mergulhar, às vezes por anos a fio, na existência de outra pessoa. Como um arqueólogo, é preciso remover cada camada de pó e de esquecimento que reveste a vida de um indivíduo. Por isso, as melhores biografias serão sempre aquelas que retratam a vida de seres incomuns, de almas radicais, daqueles que ousaram sair da comodidade de uma vida segura e saltaram, sem rede, no escuro.
Quando surgiu esse interesse por Maysa?
Sempre flertei com a vida de Maysa. Nela, estão todos os ingredientes que interessam a qualquer biógrafo: amores extremados, um talento enorme, uma trajetória profissional singular, uma alma atormentada. Quando um amigo jornalista, Fernando Morais, apresentou-me ao filho de Maysa, o cineasta e diretor de tevê Jayme Monjardim, o que era apenas um desejo se transformou em projeto. Jayme foi de uma generosidade extrema. Abriu-me todos os baús de Maysa. Diários, cartas, poemas, letras inéditas.
Maysa foi compreendida em seu tempo?
Hoje, trinta anos depois da morte de Maysa, pouca gente sabe que ela fez um sucesso estrondoso no final dos anos 50 e começo dos anos 60. Para se ter uma idéia, basta dizer que, em 1958, por exemplo, de primeiro de janeiro a 31 de janeiro, não houve um único dia em que Maysa não fosse notícia na imprensa paulistana ou carioca. Eram delas os maiores cachês pagos no país. Tinha programas de televisão em São Paulo e no Rio de Janeiro. Contudo, ao lado de tudo isso, teve a vida devassada pela imprensa sensacionalista. Era uma mulher à frente de seu tempo e, por isso, sofreu com os preconceitos de toda uma época. No Brasil dos anos 50 não podia se admitir que uma mulher se separasse de um marido milionário - como ela fez - para se dedicar à carreira então "moralmente duvidosa" de cantora de rádio. Muito antes de as mulheres queimarem sutiãs em praça pública, muito antes de existir a palavra feminismo, já existia uma mulher chamada Maysa.
Qual a maior dificuldade que encontrou nesse processo?
O acesso aos baús de Maysa - que guardava cada linha publicada sobre ela, inclusive as notas mais maldosas e cabeludas - significou uma grande economia de tempo na fase de garimpo na imprensa da época, trabalho necessário em qualquer biografia que se preze. Mas, por outro lado, o volume enorme de material acabou se tornando um problema, na hora de selecionar o que ia entrar ou não no livro. Cataloguei cerca de 100 mil documentos, tirados diretamente do baú de Maysa. Depois disso, veio a fase de entrevistas - cerca de 200 conversas com gente que conviveu com ela. Era muita informação reunida. Poderia ter escrito um livro com um número de páginas até cinco vezes maior. Mas isso, logicamente, tornaria a vida do leitor uma pedreira. O mais difícil - e, ao mesmo tempo, o mais prazeroso - foi selecionar, editar, escolher. Nenhuma vida cabe em um único livro. principalmente se estamos falando de Maysa.
Existe espaço para uma personalidade como a dela na cena brasileira?
Nesta era em que vivemos a ditadura do bom-mocismo e do politicamente correto, faz falta toda a irreverência e todo o potencial transgressivo de uma pessoa como Maysa. Mas sabe-se lá o destino que estaria reservado a ela no mundo de hoje, no qual a padronização prevaleceu sobre o talento e o comodismo suplantou a ousadia. Atualmente, a própria rebeldia virou produto de butique e se tornou marca registrada da mesmice.
Musicalmente, qual foi a maior qualidade de Maysa?
Costuma-se, com flagrante reducionismo, rotular Maysa de "rainha da fossa". Ela foi bem mais do que isso. Maysa significou uma ponte decisiva entre a música da chamada Velha Guarda e o sopro renovador que arejou o país no final dos anos 50, comecinho dos 60. Foi uma das primeiras cantoras consagradas, por exemplo, a gravar um disco inteirinho de Bossa Nova. A primeira gravação da canção "O Barquinho", um marco da Bossa, é de Maysa. Essa mulher tinha uma capacidade invejável de detectar e valorizar o novo. Outro exemplo, eloqüente: ninguém sabia quem era Egberto Gismonti quando Maysa gravou músicas dele e o chamou para fazer os arranjos de seu disco de 1969. "Rainha da fossa" é conversa pra boi dormir.
Você tem planos de biografar outros músicos?
Estou com novos projetos em vista. Mas, pelo menos por enquanto, não os revelo nem sob tortura.
Você acompanhou o caso da biografia de Roberto Carlos?
A decisão de retirar milhares de exemplares de um livro das prateleiras de uma livraria ou de uma editora para transformá-los em papel picado - ou em cinzas - me dá calafrios. Se Roberto Carlos houvesse se sentido ofendido com alguma inverdade publicada por seu biógrafo, tinha todo o direito de processá-lo. Mas não foi esse o caso. Alegou "invasão de privacidade". Só que ele é uma pessoa pública e, como tal, sua biografia também é. Ela pertence ao povo brasileiro. Numa frase: o rei, definitivamente, perdeu a majestade.
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Maysa, no Correio da Bahia
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Maysa, em O Povo (CE)

Para entender Maysa
AMANDA QUEIRÓS
Em um bate-papo no Centro Cultural Banco do Nordeste, o jornalista e escritor cearense Lira Neto remonta a trajetória da cantora Maysa, personagem de seu mais novo livro
Lá para o meio de 2004, o jornalista e escritor cearense Lira Neto foi surpreendido por um telefonema do diretor de novelas Jayme Monjardim. "Você pode me pegar no aeroporto? Tenho algo para você", disse o artista. Das mãos dele, Lira recebeu um verdadeiro baú de tesouros. Em uma caixa estavam documentos coletados pela mãe de Monjardim, a cantora Maysa (1936-1977), imortalizada por interpretar como ninguém a fossa amorosa em canções como "Meu Mundo Caiu". Eram 30 quilos de recortes de jornal e revista, anotações, letras de músicas e o principal: os diários íntimos mantidos pela artista dos 15 anos até a morte. Bem que se diga, o sonho de qualquer biógrafo.
Com isso, Lira Neto ganhou os ingredientes para um bolo saborosíssimo. Coube a ele sacar a receita e ir atrás dos temperos que faltavam. Dois anos, 100 mil documentos e 200 entrevistas depois, o escritor tirou do forno a sua mais recente criação: Maysa - Só numa multidão de amores (R$ 32, Ed. Globo) foi lançado em abril e já ocupa a lista dos dez livros mais vendidos do País.
O Povo, 19 de junho de 2007
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Maysa, no Diário do Nordeste
Aqueles olhos verdes
HENRIQUE NUNES
Ela era o cão. Não, uma deusa. Bonita, charmosa, uma doida que trocara a vida de madame pela trajetória artística. Uma morena de uns endoidecedores olhos verdes que até tentava, e muito, mas não deixava o “birinight” por nada. E não é que o diabo da mulher cantava na mesma proporção com que ganhava ou perdia os seus litros? A trajetória de Maysa, narrada pelo jornalista e escritor cearense Lira Neto, percorre um verdadeiro mito da música.
Mergulhar na vida de Maysa foi mais denso do que nas de Rodolfo Teófilo, José de Alencar e Castello Branco? Por que você escolheu essas personagens?
Cada biografado, assim como cada ser humano, tem sua complexidade própria. Há pelo menos uma coisa em comum entre Rodolfo, Castello, Alencar e Maysa: todos foram indivíduos contraditórios, ambíguos, polêmicos. Escolho meus personagens entre aqueles que não tiveram existências em linha reta. Só as almas radicais me encantam e me seduzem.
Sua identificação com a literatura e a política já são conhecidas, mas, e a música? Foi um desafio maior envolver-se com esse universo? Há uma fase que mais lhe atrai na obra dela?
Sempre fui um ouvinte viciado em MPB. Mais cedo ou mais tarde, bateria na porta da música. Para mim, foi um prazer mergulhar na trajetória de Maysa e no universo musical brasileiro das décadas de 50, 60 e 70. Maysa viveu várias fases. Em todas elas, deixou sua marca. Ela fez uma ponte entre a Era do Rádio e o sopro renovador que marcou o cenário artístico brasileiro dos anos 60. Cantava com alma, com o coração, com as vísceras.
Com autorização direta do filho de Maysa, Jayme Monjardim, você teve acesso até ao esboço de autobiografia dela, entre milhares de documentos. Quais foram as maiores dificuldades em lidar com tanto material? No que as suas experiências anteriores no gênero contribuíram mais para esse processo?
O maior problema, desta vez, foi exatamente a grande quantidade de material. Com cerca de 100 mil documentos à minha disposição, vindos diretamente dos “baús” de Maysa, o processo de seleção teve que ser ainda mais rigoroso. A cada livro, a gente ganha mais experiência e mais domínio sobre o ofício. Mas invadir os desvãos da alma de um novo biografado é sempre uma aventura única, singular.
Diário do Nordeste, 19 de junho de 2007
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quarta-feira, 27 de junho de 2007
"O inimigo do rei" concorre também
ao Prêmio Portugal Telecom 2007
O livro O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar está entre os classificados do prestigiado Prêmio Portugal Telecom 2007, que escolherá as três melhores obras em língua portuguesa publicadas em 2006.
Nesta primeira fase do júri, 240 críticos literários e professores universitários selecionaram os primeiros 51 classificados. Em 27 de agosto, novo júri escolherá os 10 finalistas. Destes, sairão os três grandes vencedores. A premiação é de R$ 100 mil reais para o primeiro colocado, R$ 35 mil para o segundo e R$ 15 mil para o terceiro.
O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar concorre com pesos-pesados como Dalton Trevisan, Ignácio de Loyola Brandão, José Saramago, João Ubaldo Ribeiro e Moacyr Scliar, entre outras feras.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
"O inimigo do rei" está entre
os finalistas do Prêmio Jabuti
Estava em uma mesa de bar, rodeado de amigos, após o bate-papo no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza, quando veio a notícia pelo celular: meu livro O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar, estava entre os finalistas do Jabuti, a mais importante premiação literária do país.
Em 2005, outro trabalho escrito por mim, Castello: a marcha para a ditadura, também entrou na lista dos finalistas do Jabuti, o que para qualquer autor já constitui uma honra e uma vitória.
Desta vez, a disputa é novamente bem acirrada. A biografia de Alencar está competindo com livros escritos por gente como Fernando Henrique Cardoso (A arte da política), Evaldo Cabral de Melo (Nassau) e minha conterrânea Isabel Lustosa (D. Pedro I). Confira a relação completa clicando aqui.
Na primeira fase do júri, O inimigo do rei ficou em segundo lugar. O resultado final sai em agosto.
Livro continua entre
os mais vendidos no país
A biografia Maysa: Só numa multidão de amores emplaca a terceira semana na lista dos mais vendidos da revista Veja. O livro, que antes aparecia em décimo lugar, subiu duas posições e agora está em oitavo.
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domingo, 17 de junho de 2007
Bate-papo sobre biografia
de Maysa em Fortaleza
Nesta terça-feira, dia 19 de junho, terei o prazer de estar em minha cidade natal, Fortaleza, para bater-papo e ser sabatinado por dois craques em música: o jornalista Roberto Maciel, do Diário do Nordeste, e o professor Dilmar Miranda, da Universidade Federal do Ceará.
Será mais uma edição do programa Literato, evento televisionado e aberto ao público, realizado pelo Centro Cultural do Banco do Nordeste. O Literato sempre leva à cidade escritores nordestinos ou autores de obras ligadas a temas de interesse da região.
É a segunda vez que participo do programa. A primeira foi no ano passado, quando falei de O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar. Será, espero, uma oportunidade de rever um monte de grandes e velhos amigos que deixei na cidade.
É a partir das 19 horas. As possíveis ausências, vou logo avisando, não serão perdoadas. Depois o bate-papo continua, regado a muita cerveja e na base de muito baião-de-dois, em algum boteco da capital alencarina.
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quarta-feira, 13 de junho de 2007
Show em homenagem a Maysa
A noite promete. Nesta sexta-feira, 15 de junho, o Memorial da América Latina, em São Paulo, recebe, às 21 horas, um time de grandes intérpretes da música popular brasileira para um show em homenagem a Maysa. Será o lançamento do CD Maysa: Esta chama que não vai passar, gravado pela Biscoito Fino, com produção de meu amigo Thiago Marques Luiz.
Estão confirmadas as presenças de Cauby Peixoto, Claudette Soares, Zeca Baleiro, Cláudya, Carlos Navas, Célia e Olívia Hime, artistas que, entre tantos outros, emprestaram suas vozes para o CD em tributo a Maysa. A atriz Clarisse Abujamra fará uma participação especial no espetáculo, com poemas e trechos dos diários pessoais da cantora.
Eu também estarei por lá, autografando exemplares da biografia Maysa: Só numa multidão de amores. Quem mora em São Paulo, anote logo na agenda.
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SERVIÇO
Show Maysa: Esta chama que não vai passar. Lançamento do CD homônimo. Sexta-feira, dia 15 de Junho, 21h, no Memorial da América Latina (auditório Simon Bolívar). Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, São Paulo (SP). Fone: 3823-4600. Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia). Duração: 1h30 – Censura Livre – Estacionamento s/manobrista: R$ 12,00
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Noite de autógrafos em Vitória

Maysa e Bôscoli em Vitória, nos anos 60
O jornalista e professor Victor Gentilli, paulista radicado no Espírito Santo, foi quem começou a tramar tudo. Ângela Monjardim, parente de Maysa, gostou da idéia e entrou na roda. Pois esses dois convocaram um grupo de amigos capixabas - Eliane Gonzaga, Marcos Ribeiro de Moraes, Rosane Serafini e Tarcisio Faustini - e todos, generosamente, tocaram o barco.
Assim é que nesta quinta-feira, 14 de junho, terei o prazer de fazer uma noite de autógrafos de Maysa: Só numa multidão de amores em Vitória, cidade que está indissoluvelmente ligada à vida da biografada.
O evento, aberto ao público e com direito a comes e bebes, está marcado para as 21 horas, na Aliança Francesa, localizada na rua Alaor de Queiroz Araújo, 200, na Enseada do Suá.
Durante a fase de pesquisa e entrevistas para o livro, estive na bela e simpática Vitória, de onde trouxe muitas informações e um punhado de novos amigos. Entre eles, José Roberto Santos Neves (autor de um ótimo perfil biográfico de Maysa), Jayme Figueira, Sérgio Sarkis e Cariê Lindenberg. Espero reencontrar todos por lá, na noite de autógrafos. Então brindaremos a Maysa. Depois, segundo me prometeu o Victor, iremos comer a tradicional moqueca capixaba, preparada pelo chef Geraldo, no seu acolhedor restaurante do Jardim da Penha.
Já estou com água na boca.
PS: O garçom da foto lá de cima, que não consegui identificar, está convidado para a esbórnia. Quem souber quem é ele, favor tratar de avisá-lo. Ele merece. Imagino o trabalho que teve com aquela dupla do barulho que aparece ao lado dele.
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Morre Carlos Alberto
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Maysa, em dois tempos
O amigo Thiago Mello, além de um grande pesquisador de música brasileira, é um apaixonado por Maysa. Do seu acervo de preciosidades, ele nos oferece abaixo dois vídeos marcantes da cantora, em diferentes momentos de sua carreira.
Primeiro, o fragmento de uma apresentação que ela fez, em 1960, na televisão japonesa, episódio que é descrito nas páginas 138 e 139 da biografia Maysa: Só numa multidão de amores.
O segundo é o trecho de um especial da TV Bandeirantes, de 1974. Nele, Maysa, em Maricá, responde a uma pergunta feita por Mister Eco, sobre se o amor estaria fora de moda. Em seguida, canta "Chuvas de Verão", de Fernando Lobo.
Arrepie-se.
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sábado, 9 de junho de 2007
Biografia segue na lista
dos mais vendidos

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Maysa, no jornal Hoje em Dia (MG)


Um retrato emocionado e sincero da vida da cantora Maysa (1936-1977). Assim pode ser definido o livro Só numa multidão de amores, escrito pelo jornalista e pesquisador Lira Neto, publicado pela editora Globo.
Hoje em Dia, 8 de junho de 2007
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Globo planeja minissérie sobre Maysa
Para assistir, clique aqui (no vídeo, vá direto no ponto 33:20 minutos).
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quarta-feira, 6 de junho de 2007
Feliz aniversário, Maysa
Hoje, quarta-feira, 6 de junho, é dia de aniversário de Maysa. Se estivesse viva, a cantora completaria 71 anos.
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terça-feira, 5 de junho de 2007
Maysa, na Folha Online

Biografia de Maysa entra na lista de livros mais vendidos no Brasil
Em meio à polêmica nacional em torno de biografias - autorizadas ou não-autorizadas -, um livro se destaca na lista de mais vendidos no Brasil. Maysa - Só Numa Multidão de Amores (ed. Globo) chega nesta semana ao ranking de não-ficção, no oitavo lugar.
O autor, Lira Neto, teve acesso aos diários da cantora, cuja morte completou 30 anos em janeiro. Ele mergulhou em seu arquivo particular, que lhe foi aberto pelo filho de Maysa, o diretor de cinema e televisão Jayme Monjardim.
Neto fez 200 entrevistas com pessoas que conviveram direta ou indiretamente com a cantora, desde colegas e professoras de escola a ex-namorados, músicos, cantores, compositores, empresários, amigos e parentes.
Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.
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Maysa, na Cult
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Maysa, na capa da Revista O Globo
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segunda-feira, 4 de junho de 2007
Raridade:
Maysa canta "Chega de saudade"
Em 1963, Maysa gravou um compacto duplo na França, pela gravadora Barclay. Em uma das faixas, incluiu um clássico da Bossa Nova, "Chega de saudade", de Vinicius de Moraes e Tom Jobim. O disco nunca foi lançado no Brasil. Clique abaixo e ouça esta raridade do repertório de Maysa. (Cortesia de Sérgio Ximenes)
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Maysa, no Diário do Nordeste
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Ouça entrevista sobre a biografia Maysa: Só numa multidão de amores no programa Biblioteca Sonora, apresentado pelo diretor da Rádio USP, Marcello Bittencourt. O programa vai ao ar nesta segunda-feira, ao meio-dia, mas pode ser ouvido, a qualquer momento, no site da emissora. Para ouvir clique aqui.
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sábado, 2 de junho de 2007
Maysa, na lista dos mais vendidos
da Veja, Folha e JB
A biografia Maysa: Só numa multidão de amores entrou na lista dos mais vendidos da Veja e da Folha de S. Paulo, na categoria não-ficção:

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Maysa, no O Globo

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Maysa, no JT
Mulher de histórias que não acabam mais
O jornalista Lira Neto mergulhou em histórias da cantora que eternizou inúmeros sucessos. O resultado é 'Maysa - Só numa multidão de amores'
LUDMILA AZEVEDO
“Com o material que eu tive à disposição, poderia ter redigido uma biografia de mais de duas mil páginas”, explica o jornalista Lira Neto, autor de Maysa - Só numa multidão de amores, com 400 páginas, que também traz uma série de fotografias de momentos da vida da mais polêmica diva brasileira.
Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.
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Flagrantes dos lançamentos
no Rio e em São Paulo

SP: Zuza Homem de Mello e Lira Neto

SP: Lira Neto e Claudette Soares

SP: Com o maestro Júlio Medaglia

SP: DJ Zé Pedro, jornalista Marcus Preto e a editora de moda
da Quem, Denise Dahdah
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sexta-feira, 1 de junho de 2007
Maysa, no Diário do Grande ABC

CÁSSIO GOMES NEVES
Lira Neto é detalhista. Busca equilíbrio entre a vida privada e a pública de Maysa. Só numa Multidão de Amores faz jus à Maysa entre quatro paredes e à Maysa cujo fã-clube, bastante populoso, incluía Elis Regina – que se confessava sua maior fã – e o astronauta Neil Armstrong. O primeiro homem a pisar na Lua, ao comparecer a um show no Canecão (Rio) lhe endereçara uma mensagem com um pedido: “Aceite, por favor, minha grande admiração”.
Diário do Grande ABC, 28 de maio de 2007.
Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.
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quinta-feira, 31 de maio de 2007
Maysa, na Marie Claire
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terça-feira, 29 de maio de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Maysa, nos mais vendidos do JB
domingo, 27 de maio de 2007
Maysa, no jornal Opção (GO)
Maysa — Só Numa Multidão de Amores (Editora Globo, 393 páginas) é um estudo rigoroso da vida da cantora e, também, de sua época. Sobretudo, é um texto escrito com extrema leveza e prazer a respeito de um ser humano luminoso e, ao mesmo tempo, sombrio. O título sintetiza com mestria a vida afetiva de Maysa. Um dos méritos do livro é que Lira Neto, ao apresentar os problemas de Maysa (junção de Maria com Luysa), como o alcoolismo, além dos vários namorados, não o faz para diminuí-la, ou, mesmo, firmá-la como revolucionária, embora diga, com justiça, que era uma “mulher incomum”.
Como é vista como “deusa da fossa”, poucos se dão conta que Maysa foi uma das primeiras cantoras a gravar os compositores da Bossa Nova (ou Fossa Nova). O livro faz o registro detalhado da modernidade de Maysa, de como a cantora era sintonizada com as mudanças musicais, sem perder contato com tradição, fazendo o novo dialogar com o velho, e, ao mesmo tempo, em termos de comportamento, estava sempre um passo adiante de seu tempo.
Jornal Opção, Goiânia, 27 de maio de 2007
Marcadores: Repercussão na imprensa
sábado, 26 de maio de 2007
Lançamento no Rio de Janeiro
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Importante é saber o limite da privacidade

Biógrafos tarimbados condenaram a atitude de Roberto Carlos e também a da editora Planeta em não levar o caso adiante. “Se possível, a questão deveria chegar até o Tribunal de Haia”, ironiza Fernando Morais, oito biografias no currículo e prestes a terminar mais uma, já intitulada O Mago, sobre o escritor Paulo Coelho e que deverá ser lançada no segundo semestre. “Acho ruim fazer acordo logo no início de um processo, pois, à medida que o caso vai subindo de instância, mais independente espera-se que seja o encarregado de julgar.”
(...)
A necessidade de se conseguir autorização do biografado ou seu representante também não agrada aos escritores. “Sou contra biografias autorizadas, porque elas exigem que o autor submeta o original ao biografado ou à família deste para que seus advogados dêem palpites”, comenta Ruy Castro. “No meu caso, que só trabalho com biografados já falecidos, procuro manter uma relação de confiança e colaboração com as famílias, mas sem nenhum compromisso. O que sairá no livro será de responsabilidade minha. Eventualmente pode dar zebra, como no caso do Garrincha, ainda mais se a família do biografado se deixa enredar por advogados mal-intencionados.”
Lira Neto tem uma posição semelhante. “As histórias que sejam relevantes para a compreensão da trajetória e da personalidade do biografado têm de, necessariamente, entrar numa boa biografia”, observa ele, autor de Maysa - Só Numa Multidão de Amores (Globo), que será lançada na segunda-feira, às 19 horas, na Livraria da Vila da Alameda Lorena. “Cabe ao biógrafo saber distinguir isso da bisbilhotice gratuita e, em especial, do boato ou da calúnia.”
Em caso de informações com diversas versões, o ideal é publicar todas, ensina Morais que, na biografia de Paulo Coelho, vai contar cenas de drogas, sexo, bruxaria. “Estou há um ano no processo de escrita, pois se trata de uma vida complicada, mas acertei com Paulo de ele não ler os originais e confiar em mim.”
(O Estado de S. Paulo, 26 de maio de 2007)
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Moda Maysa
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quinta-feira, 24 de maio de 2007
Segunda reimpressão da biografia
chega às livrarias
Maysa, na revista Minha Novela
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terça-feira, 22 de maio de 2007
Você viu Maysa por aí?
Notícias chegadas a este blog informam que Maysa tem sido vista circulando por aí, na internet. Na foto acima, diretamente de Recife, a blogueira Cyntia Maria encarna a cantora em seu diário virtual intitulado A tardinha cai... Na imagem da esquerda, flagrante de uma festa a fantasia realizada semana passada em Sampa. Nesse caso, a foto foi tirada por um amigo jornalista, mas o modelo prefere permanecer incógnito. "Sou low profile, discreto, odeio exposição", diz o rapaz.Marcadores: Curiosidades
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Maysa, por Mauro Ferreira
Lira Neto capta e retrata a gangorra emocional da biografada. E ter o aval dos herdeiros de Maysa, com acesso irrestrito aos diários da artista, não deixou o livro com caráter chapa-branca. Ao contrário. Maysa é retratada com intensidade isenta nas páginas da biografia. Sem julgamentos. Sem tentativas de maquiar o temperamento tão sensível quanto sombrio da artista. Se sofreu, e muito, Maysa também fez sofrer.
O acesso aos escritos mais íntimos da biografada dá conseqüente atestado de veracidade aos fatos revividos. Neto escreve sob os estados d'alma de Maysa com a autoridade de quem não precisou recorrer somente a terceiros. É a própria Maysa que, volta e meia, toma conta da envolvente narrativa na primeira pessoa através da reprodução de trechos de seus diários e de uma autobiografia que nunca saiu do papel.
(Do blog Notas Musicais, do crítico Mauro Ferreira)
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Quem lê Maysa
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domingo, 20 de maio de 2007
Maysa, em O Tempo (MG)

Fãs são brindados com biografia de Maysa
DOUGLAS RESENDE
Trinta anos depois de sua morte, a "rainha da fossa" tem sua história contada pelo escritor Lira Neto, que revela os altos e baixos da carreira e da vida da cantora em Maysa: Só numa Multidão de Amores. A biografia foi feita com o aval do filho único de Maysa, o diretor global Jayme Monjardim, que percebe a vida da mãe como um patrimônio cultural e, portanto, público.
Ao contrário do que pensa o juiz Thércio Pires, que censurou o livro Roberto Carlos em Detalhes, fruto de 15 anos de pesquisa do escritor Paulo César Araújo.
Como deve ser com toda biografia, Lira Neto realizou, durante mais de um ano, uma exaustiva pesquisa acerca da trajetória de Maysa, servindo-se de fontes variadas: cerca de 100 mil recortes de jornais e revistas, em várias línguas, entrevistas com amigos e parentes e o mais importante: as notas pessoais que a estrela cultivou durante toda a vida em seus diários.
Jornal O Tempo (MG), 19 de maio de 2007
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sábado, 19 de maio de 2007
Maysa, na Folha
em detalhes e sem censura
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Maysa, no Estado de Minas
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quarta-feira, 16 de maio de 2007
Maysa, na "Quem"



A revista Quem (Editora Globo) desta semana chega às bancas com uma matéria de cinco páginas, assinada pelo jornalista Valmir Motarelli, com muitas fotos, sobre a biografia Maysa: Só numa multidões de amores. Confira um trecho:
A revista Escândalo de agosto de 1958 dizia: "Maysa está seguindo um caminho que fatalmente a conduzirá à ruína e à degradação moral: a bebida". A cantora tinha virado um prato cheio para a imprensa. "Ela teve a vida devassada como nenhum outro artista. Foi notícia por um ano inteiro, de 1o de janeiro a 31 de dezembro de 1958. Todo dia, saía algo sobre ela nos jornais", conta Lira Neto. Questionada sobre como teria começado a perseguição da mídia, ela disse: "Acho que foi no primeiro pileque. Não convidei todos eles para tomar pileque junto comigo."
A íntegra da matéria, no site da publicação, é aberto apenas para internautas cadastrados no portal Globo.com. Se você é um deles, clique aqui.
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segunda-feira, 14 de maio de 2007
Maysa, no Diário de Pernambuco
Um furacão chamado Maysa
Biografia da cantora que fez a festa da imprensa marrom entre os anos 50 e 60 lança luz tanto sobre sua vida conturbada quanto sobre a construção de um mito
CAROLINA LEÃO
Com uma pesquisa minuciosa na imprensa da época, Lira Neto trouxe não somente a personalidade de Maysa, como a possibilidade de o leitor verificar o processo de construção de um mito, seja pelo seu próprio carisma seja pelo interesse da mídia em fabricar semi-deuses populares. No caso de Maysa, a rainha da fossa, as duas opções se aplicam.
(Diário de Pernambuco, 4 de maio de 2007)
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domingo, 13 de maio de 2007
Maysa, no Jornal de Brasília
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quinta-feira, 10 de maio de 2007
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Maysa, na CBN-Recife
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Maysa, na coluna "Gente Boa"

Tudo em paz
JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS
Não há risco de a biografia do jornalista Lira Neto sobre Maysa, Só numa multidão de amores, virar novo caso judicial ao estilo Roberto Carlos. Jayme Monjardim, filho da cantora, de início impressionado com as revelações da biografia, enviou ao autor um e-mail se dizendo feliz com a repercussão do livro. Os dois assinaram um contrato que passa para Monjardim todos os direitos de adaptação para cinema e televisão.
O Globo, 9 de maio de 2007
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Maysa, na Flash

30 anos sem Maysa
Chega às livrarias a biografia da cantora, famosa pelo gênio forte e o repertório de canções sobre romances mal resolvidos
AMILTON PINHEIRO
Maysa: Só numa multidão de amores, a biografia da cantora escrita pelo jornalista e escritor Lira Neto e lançada recentemente pela editora Globo, define com precisão a personalidade da cantora que viveu sob o signo da ruptura e, como poucas de sua geração, conseguiu comungar vida e arte.
Revista Flash, 9 de maio de 2007
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terça-feira, 8 de maio de 2007
Maysa, no Jornal do Commercio
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O escritor Lira Neto lança Maysa – só numa multidão de amores, até agora a biografia mais completa de uma mulher que saiu de um casamento milionário para quebrar dogmas de uma geração
JOSÉ TELES
Maysa - só numa multidão de amores, do jornalista cearense Lira Neto, conta, com um texto elegante, sem apelar para o sensacionalismo, a vida da cantora mais badalada do País entre meados dos anos 50 e 60.
Jornal do Commercio, 6 de maio de 2007
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segunda-feira, 7 de maio de 2007
Maysa, na "Playboy"
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quinta-feira, 3 de maio de 2007
Maysa, a exagerada
Lira Neto pesquisou nos diários que a cantora manteve desde a adolescência e leu até um esboço de autobiografia jamais concluído ou publicado. Não trocou, como já se viu acontecer, o acesso privilegiado aos escritos íntimos por uma imagem edulcorada e parcial em pagamento à família. Maysa é genial, injusta, sensível, agressiva, abandonada, briguenta - às vezes tudo isso ao mesmo tempo.
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segunda-feira, 30 de abril de 2007
Em entrevista, Ruy Castro elogia biografia
Pergunta - Você tomou conhecimento da biografia da cantora Maysa, escrita pelo jornalista e escritor Lira Neto?
Ruy Castro - Sim, e gostei tanto que escrevi a orelha do livro. Maysa foi uma imensa cantora e grande personagem da vida brasileira. Até seus defeitos a tornaram fascinante.
Trecho de entrevista com Ruy Castro na revista Foco - Economia e Negócios, edição de abril.
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sexta-feira, 27 de abril de 2007
Maysa, na revista VIP
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terça-feira, 24 de abril de 2007
Maysa, no Jornal do Brasil
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segunda-feira, 23 de abril de 2007
Entrevista na Eldorado AM
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Biografia de Maysa está entre
os mais vendidos na Livraria Cultura
Uma boa notícia: apesar de só ter chegado às lojas na sexta-feira, a biografia Maysa: Só numa multidão de amores já entrou na lista dos mais vendidos na rede de livrarias Cultura.
O livro ficou em nono lugar entre os títulos de não-ficção vendidos pela rede durante toda a semana passada.
Para ver a lista dos mais vendidos da Cultura, clique aqui.
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"Maysa era um furacão"
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Entrevista na Cultura FM
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sábado, 21 de abril de 2007
"Veja" recomenda


"Maysa Figueira Monjardim Matarazzo (1936-1977) foi uma das maiores intérpretes da MPB. Uma de suas especialidades era o repertório de canções sobre romances mal resolvidos e separações – o que lhe valeu o apelido de 'rainha da fossa'. Nessa biografia, o jornalista Lira Neto mostra que muitas das histórias tristes cantadas por Maysa eram baseadas em suas próprias experiências. Tal qual uma Billie Holiday, ela sabia transportar a tristeza da vida real para o palco. Canções como Ouça e Meu Mundo Caiu são um belo exemplo disso. Só numa Multidão de Amores passa longe do estilo chapa-branca das biografias autorizadas: descreve ainda os problemas de Maysa com a bebida – relatados no diário da cantora – e reafirma sua importância no cenário da música brasileira."
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